Sei que ela está,
só esperando que eu vá,
nosso romance é,
o som de dois fazendo pá!
A amargura vem pra cá,
com ou sem ela e até,
vejo a tua boca quiçá,
eu compro a tua alma, lá.
Sei que falta um pouco aí,
aqui comigo, um pouco está.
sexta-feira, setembro 23, 2011
sexta-feira, setembro 09, 2011
O Fardo
Ele era um cidadão comum até descobrir que eu podia pensar, aí se tornou um cidadão hipócrita porque nada podia fazer.
Quando pensou em fazer algo, tornou-se 'comprado' porque as suas idéias e ações eram rotuladas por aqueles que ainda não sabiam pensar.
No fim não haverá nenhuma mudança aguda,
tudo se manterá, afinal isso também está planejado no mecanismo que rege o sistema.
Vamos gritar até ficar sem voz, e aí tudo acaba. Amanhã novos jovens nascerão para carregar o fardo que causa tantos traumas e desilusões, o fardo de ter o falso poder de mudança.
Quando pensou em fazer algo, tornou-se 'comprado' porque as suas idéias e ações eram rotuladas por aqueles que ainda não sabiam pensar.
No fim não haverá nenhuma mudança aguda,
tudo se manterá, afinal isso também está planejado no mecanismo que rege o sistema.
Vamos gritar até ficar sem voz, e aí tudo acaba. Amanhã novos jovens nascerão para carregar o fardo que causa tantos traumas e desilusões, o fardo de ter o falso poder de mudança.
Naquela.
Prometi.
E vi com meus próprios olhos o que havia de errado,
a sala escura,
o seu sorriso corado.
Havia.
Sono na distorção que procurava saída,
a escuridão,
pelos meus ouvidos entrava.
Sentia.
Frio e aquele vazio que só existia para os outros,
era todo meu,
egoísta.
Fizemos.
Tudo outra vez e denovo nas peças de roupas,
um no outro,
tropeçamos.
E vi com meus próprios olhos o que havia de errado,
a sala escura,
o seu sorriso corado.
Havia.
Sono na distorção que procurava saída,
a escuridão,
pelos meus ouvidos entrava.
Sentia.
Frio e aquele vazio que só existia para os outros,
era todo meu,
egoísta.
Fizemos.
Tudo outra vez e denovo nas peças de roupas,
um no outro,
tropeçamos.
sexta-feira, agosto 19, 2011
Conformado
Cochilou mas acordou,
o traficante lá dentro vendia,
amendoim,
bala,
algo pra dar gosto.
Tudo lá cheirava a espera,
da eleição,
do messias,
do jantar,
da próxima estação.
Elasticidade metálica,
o ar?
raro e feito,
tortura sensível,
rotina calada.
Luz e som,
aquele mundo apressado,
o olho na grade,
sentado,
sonhou um sonho conformado.
o traficante lá dentro vendia,
amendoim,
bala,
algo pra dar gosto.
Tudo lá cheirava a espera,
da eleição,
do messias,
do jantar,
da próxima estação.
Elasticidade metálica,
o ar?
raro e feito,
tortura sensível,
rotina calada.
Luz e som,
aquele mundo apressado,
o olho na grade,
sentado,
sonhou um sonho conformado.
quarta-feira, agosto 03, 2011
O Sono Médio
Era final de tarde, ventava.
O rapaz entra no vagão e logo se sente em casa. Ali era mais quente, seguro. Pensava na garota que vivia na mesma cidade, mas a kms de distância, de sua casa, e de sua classe social.
Ouvia o som alto de um aparelho de celular. Isso não lhe atormentava, lhe dava compaixão. Seu sono de trabalhador era prorrogado em pequenas parcelas de breves cochilos em pé, no chacoalhar do movimento do trem, e entre um e outro zumbido agudo, que os trilhos ditatorialmente lançavam aos seus ouvidos.
Nos momentos em que abria os olhos, perseguia as luzes que lá fora passavam rápidas. Eram luzes e muros inofensivos e sem valor, de alguma rua, casa ou prostíbulo da zona leste. Mas seus olhos não viam a sujeira, e sim as cores e os rastros que as luzes largavam ao caminho, e por seguinte, as formas quase que artísticas que as combinações criavam nas diversas velocidades em que o trem investia. Pensava: - Daqui a pouco eu chego!
Imaginava naquela fração de momento como seriam as luzes do outro lado da cidade. Se haviam outras formas, outras cores. Lá, ele só ia para trabalhar, e sempre na parte clara do dia.
Lembrava-se dos anúncios elegantes e sinceros que podia avistar durante sua caminhada até o serviço. Lhe prometiam uma vida muito boa e farta, e por isso se orgulhava de saber que estava no caminho certo. Afinal, era jovem, trabalhador e obstinado. Nunca pensara, entretanto, em estudar, achava banal e não tinha tempo para isso. Precisava se sustentar e buscar aquilo que os anúncios pediam para ele ter. Um carro, uma moto, uma casa, uma esposa, boas roupas, um bom celular, bons amigos, boa educação, boa aparência, bom humor e é claro, um ótimo emprego. Seu patrão não era bom, nem mal, e isso fazia dele um bom patrão. Seu emprego não pagava bem, mas também não pagava mal, e isso fazia dele um empregado esperançoso, pretendia dia após dia vencer, ser alguém de muita utilidade para a empresa e nunca mais parar. Quer dizer, até que enfim tivesse encontrado a felicidade. Porém lhe faltava algo. Ele queria fazer parte de algo, queria fazer parte da roda de pessoas bonitas que bebiam cerveja sorridentes no bar em frente a uma faculdade que havia no meio do seu trajeto diário. Já tentara uma aproximação anteriormente, mas por mais educado que fossem aqueles estranhos, ele não tinha o código correto, a combinação de números, marcas e cabelo liso que aqueles possuíam. Por isso, sem se queixar, voltaria novamente quando tivesse a combinação, e assim poderia pagar uma cerveja àquela garota que tinha quatro sobrenomes diferentes, mas só se lembrava do primeiro. - Merda, como era mesmo? Refletiu.
Naquele momento o trem andava calmo, já mais vazio, encostou-se em uma das portas do vagão, que servem de assento para quem está de pé, e olhou novamente pelo vidro da janela. Perseguia as luzes hipnoticamente, fazia isso até sentir-se tonto. Esquecia-se de trás para frente de tudo que pensara naquele pequeno momento. O dia havia sido difícil e estava faminto. Tentava abrir os olhos pesados de sono para continuar a ver as combinações, que começavam a serem cortadas cada vez mais por períodos negros que as intercalavam, misturando luz, cor, sono e sonho. Tentou pensar em algo real para não adormecer. Mas a voz do vendedor de amendoim cessara. A lembrança da garota veio então em sua mente, que afundava de forma densa em torpor, entregando-o aos encantos de um sono profundo.
- Maria! Gritou de repente, acordando de súbito assustado. Esse era o primeiro nome da menina.
Olhou ao redor, estava sozinho. A estação que esperava não era nem a próxima. Sentou-se ali mesmo, no chão. Ergueu-se um pouco para conferir como as luzes passavam lá fora, distantes. Piscou os olhos como em recusa ao seu destino já escrito e adormeceu sem medo, sem resistência.
O rapaz entra no vagão e logo se sente em casa. Ali era mais quente, seguro. Pensava na garota que vivia na mesma cidade, mas a kms de distância, de sua casa, e de sua classe social.
Ouvia o som alto de um aparelho de celular. Isso não lhe atormentava, lhe dava compaixão. Seu sono de trabalhador era prorrogado em pequenas parcelas de breves cochilos em pé, no chacoalhar do movimento do trem, e entre um e outro zumbido agudo, que os trilhos ditatorialmente lançavam aos seus ouvidos.
Nos momentos em que abria os olhos, perseguia as luzes que lá fora passavam rápidas. Eram luzes e muros inofensivos e sem valor, de alguma rua, casa ou prostíbulo da zona leste. Mas seus olhos não viam a sujeira, e sim as cores e os rastros que as luzes largavam ao caminho, e por seguinte, as formas quase que artísticas que as combinações criavam nas diversas velocidades em que o trem investia. Pensava: - Daqui a pouco eu chego!
Imaginava naquela fração de momento como seriam as luzes do outro lado da cidade. Se haviam outras formas, outras cores. Lá, ele só ia para trabalhar, e sempre na parte clara do dia.
Lembrava-se dos anúncios elegantes e sinceros que podia avistar durante sua caminhada até o serviço. Lhe prometiam uma vida muito boa e farta, e por isso se orgulhava de saber que estava no caminho certo. Afinal, era jovem, trabalhador e obstinado. Nunca pensara, entretanto, em estudar, achava banal e não tinha tempo para isso. Precisava se sustentar e buscar aquilo que os anúncios pediam para ele ter. Um carro, uma moto, uma casa, uma esposa, boas roupas, um bom celular, bons amigos, boa educação, boa aparência, bom humor e é claro, um ótimo emprego. Seu patrão não era bom, nem mal, e isso fazia dele um bom patrão. Seu emprego não pagava bem, mas também não pagava mal, e isso fazia dele um empregado esperançoso, pretendia dia após dia vencer, ser alguém de muita utilidade para a empresa e nunca mais parar. Quer dizer, até que enfim tivesse encontrado a felicidade. Porém lhe faltava algo. Ele queria fazer parte de algo, queria fazer parte da roda de pessoas bonitas que bebiam cerveja sorridentes no bar em frente a uma faculdade que havia no meio do seu trajeto diário. Já tentara uma aproximação anteriormente, mas por mais educado que fossem aqueles estranhos, ele não tinha o código correto, a combinação de números, marcas e cabelo liso que aqueles possuíam. Por isso, sem se queixar, voltaria novamente quando tivesse a combinação, e assim poderia pagar uma cerveja àquela garota que tinha quatro sobrenomes diferentes, mas só se lembrava do primeiro. - Merda, como era mesmo? Refletiu.
Naquele momento o trem andava calmo, já mais vazio, encostou-se em uma das portas do vagão, que servem de assento para quem está de pé, e olhou novamente pelo vidro da janela. Perseguia as luzes hipnoticamente, fazia isso até sentir-se tonto. Esquecia-se de trás para frente de tudo que pensara naquele pequeno momento. O dia havia sido difícil e estava faminto. Tentava abrir os olhos pesados de sono para continuar a ver as combinações, que começavam a serem cortadas cada vez mais por períodos negros que as intercalavam, misturando luz, cor, sono e sonho. Tentou pensar em algo real para não adormecer. Mas a voz do vendedor de amendoim cessara. A lembrança da garota veio então em sua mente, que afundava de forma densa em torpor, entregando-o aos encantos de um sono profundo.
- Maria! Gritou de repente, acordando de súbito assustado. Esse era o primeiro nome da menina.
Olhou ao redor, estava sozinho. A estação que esperava não era nem a próxima. Sentou-se ali mesmo, no chão. Ergueu-se um pouco para conferir como as luzes passavam lá fora, distantes. Piscou os olhos como em recusa ao seu destino já escrito e adormeceu sem medo, sem resistência.
terça-feira, março 01, 2011
A vida não cabe.
A vida não cabe, transborda.
A morte não faz, cala.
O dia não nasce, promete.
A noite não cai, renova.
O homem não é, pensa.
O bicho não pensa, é.
A verdade não diz, traz.
A mentira não mente, foge.
O amor não chega, implora.
O ódio não piora, sente.
O errado não vê, faz.
O certo não faz, vê
Pra tantas respostas sem perguntas, temos o medo e a glória.
Pra tantas perguntas sem respostas, temos o fim.
A morte não faz, cala.
O dia não nasce, promete.
A noite não cai, renova.
O homem não é, pensa.
O bicho não pensa, é.
A verdade não diz, traz.
A mentira não mente, foge.
O amor não chega, implora.
O ódio não piora, sente.
O errado não vê, faz.
O certo não faz, vê
Pra tantas respostas sem perguntas, temos o medo e a glória.
Pra tantas perguntas sem respostas, temos o fim.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
O Homenzinho
Hoje eu ouvi uma velha música.
Ela me disse: "Você está ficando velho!"
Hoje eu assisti a mais uma notícia trágica.
E ela me disse: "Você está ficando louco!"
Hoje eu desliguei o telefone.
E ela me disse: "Você está só!"
Penso que a vida antigamente era bem melhor, eu corria pelado após o banho direto para o quarto dos meus pais. Pulava na cama e levava uma bronca com risadas.
Eles me diziam:
"Você já tem 7 anos, já é um homenzinho!"
Quem dera,
tenho muito mais e hoje e não quero ser um homenzinho, na verdade eu quero o meu passado por mais um dia. Eu quero correr pelado e babar comendo.
Acreditaria em Deus, votaria no PSDB, me venderia por mais um dia daquela infância. Só mais um e nada mais.
A vida adulta é muito complicada.
Pessoas querendo vencer em tudo, mas eu quero perder, e por isso eu perco até o que eu não queria.
Queria acordar num mundo melhor,
bem clichê,
bem falso.
A verdade é crua, é feia, não é algo que eu escolheria ter para sempre.
Eu sou um perdedor nato, não melancólico mas opcional.
Sigo assim, e pelo menos um dia eu quero ter do que me orgulhar e jamais, nem por um segundo será pelo meu extrato, meu emprego ou meu carro.
Será, talvez, por algum moleque que corra pelado e todo molhado até a minha cama.
Um dia, talvez,
eu viro um homenzinho.
Um olho aberto, e o outro sonhando.
Ela me disse: "Você está ficando velho!"
Hoje eu assisti a mais uma notícia trágica.
E ela me disse: "Você está ficando louco!"
Hoje eu desliguei o telefone.
E ela me disse: "Você está só!"
Penso que a vida antigamente era bem melhor, eu corria pelado após o banho direto para o quarto dos meus pais. Pulava na cama e levava uma bronca com risadas.
Eles me diziam:
"Você já tem 7 anos, já é um homenzinho!"
Quem dera,
tenho muito mais e hoje e não quero ser um homenzinho, na verdade eu quero o meu passado por mais um dia. Eu quero correr pelado e babar comendo.
Acreditaria em Deus, votaria no PSDB, me venderia por mais um dia daquela infância. Só mais um e nada mais.
A vida adulta é muito complicada.
Pessoas querendo vencer em tudo, mas eu quero perder, e por isso eu perco até o que eu não queria.
Queria acordar num mundo melhor,
bem clichê,
bem falso.
A verdade é crua, é feia, não é algo que eu escolheria ter para sempre.
Eu sou um perdedor nato, não melancólico mas opcional.
Sigo assim, e pelo menos um dia eu quero ter do que me orgulhar e jamais, nem por um segundo será pelo meu extrato, meu emprego ou meu carro.
Será, talvez, por algum moleque que corra pelado e todo molhado até a minha cama.
Um dia, talvez,
eu viro um homenzinho.
Um olho aberto, e o outro sonhando.
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Análise do Livro: A Grande Rebelião, de Samael Aun Weor
Pois bem, em mãos por indicação de um amigo para que eu pudesse conhecer melhor o universo do gnosticismo. O livro de nome A Grande Rebelião, de Samael Aun Weor, escrito em 1975 tem como base o pensamento Gnóstico, que é uma corrente de pensamento filosófico-religioso, e reflete sobre a sociedade e o homem de hoje e suas desilusões e problemas.
Devo admitir que antes de começar agucei meu paladar crítico e comecei a leitura fazendo anotações e revisões.
A princípio, pensei como seria possível um pensamento ser elaborado em apenas 65 páginas, mas não dei muita atenção a essa observação e continuei.
Logo no início observasse a desconstrução até que de forma coerente dos paradigmas sociais, como a vida, a realidade, a liberdade, entre outros.
O autor utiliza-se de comentários científicos sem mencionar dados, fontes ou qualquer referência, cita eventos relacionados ao processo de 'destruição' ambiental do nosso planeta e profecia sobre "(...)Antes do ano dois mil, será quase impossível encontrar uma praia onde alguém possa banhar-se com água pura.", lembrando que o livro foi escrito em 75 e estamos em 2011. Falho, assim como diversas outras 'profecias' ao longo do livro.
Encontrei trechos extremamente contraditórios como quando o autor acusa alguma anomalia no sistema social e estrutural da nossa sociedade dilatando a evolução e os problemas de auto conhecimento do homem como motivo disso, e porém utiliza-se constantemente como já citei de fatos não confirmados por fontes e referências, científicos. Ou seja, mesmo idealizando sobre os defeitos dos caminhos tomados ele utiliza-se dos próprios recursos que critica, o que indica uma falta de conteúdo.
Ao continuar pelo livro o autor continua com uma série de desconstruções de conceitos, o que indica uma certa referência a Kant, porém a certo ponto quando aborda o tema liberdade e realiza desconstruções simples, sem muitos fundamentos filosóficos ele comete um terrível erro de conhecimento (irônia, já que gnosis significa esta palavra em grego), no seguinte trecho: "(...)Estou seguro de que nem sequer Emmanuel Kant, o autor da "Crítica da Razão Pura" e da "Crítica da Razão Prática", jamais analisou esta palavra(...)". Pra quem quiser saber e ler os dois livros citados acima não definem a liberdade porque a própria concepção dos mesmos é a definição de liberdade. Kant influência o que o Gnosis prega, que a experiência gera o conhecimento e o livro é baseado exclusivamente nessa idéia porém o autor se perde em desconstruir a liberdade sendo que o conhecimento para a autonomia é a formação de liberdade. Pensamento esse fundamental no trabalho de Kant; porém omitido talvez propositalmente no livro.
Agora, para mim vem a máxima do livro:
Na passagem: "(...)Karl Marx elaborou sua Dialética Materialista com um só propósito: "criar uma arma para destruir todas as religiões do mundo por meio do ceticismo(...)"
Senhoras e Senhores, amigos e amigas. Fica aqui a minha indignação, essa tanta que me dá tristeza. Neste ponto do livro larguei a seriedade e parti para a ignorância.
Infelizmente e propositalmente o autor não entende e nem quer entender o pensamento de Marx, levando-o a uma disputa religiosa, pois afirma também a opção religiosa de Marx. Tratando de um pensamento não excludente, que valoriza o conhecimento e a experiência, como, me digam como, um autor pretende relacionar essa frase, essa posição com o que se pensa na doutrina do gnosis?
Pessoalmente não defino Marx por sua opção religiosa, mas sim pelas suas idéias valiosas, porém que causaram e ainda causam desconforto a muitos. Mais uma vez e impresso, o pensamento de Marx é concretizado: Burgueses e doutrinas religiosas de um lado, trabalhador e plebe do outro. Dialética Materialista é nada mais, nada menos que a linha de pensamento que considera todo o ambiente como um estudo, no caso, social. Exemplo rápido e prático: O gerente, que ganha mais, precisa do funcionário, que ganha menos para continuar a ganhar mais. Leiam artigos e livros relacionados que vale a pena. Ou seja na lógica são interdependentes. No caso das religiões o pensamento marxista condena-as assim como a filosofia, a política e a economia, porém esses três últimos podem ser utilizados de outros modos, como ferramentas de alienação do Estado e defende o fim da religião. No caso hoje temos também a mídia que é o novo messias.
Enfim, o livro continua no mesmo padrão porém minha vontade de 'gnosis' sobre gnosticismo diminuiu até a barra de rolagem ser abaixada ao máximo.
Não temos aqui nada diferente, apenas mais um modo de 'confortar', apenas mais uma vertente do que já conhecemos, muito mais esotérica e oculta, o que gera maior estranheza e falsa diferenciação. São idéias que comparam-se a qualquer igreja evangélica de esquina, acusando com palavras de efeito, filosofia barata e desconstrução sem solução aparente.
É o mesmo que ler um Augusto Cury. Na verdade me lembrou e muito. A diferença é o apelo científico e do conhecimento que nada mais é do que uma isca magra já que nada de concreto e científico nos é apresentando, além de coisas óbvias e sem aprofundamento. Algo novamente contraditório para alguém que 'pregue' o conhecimento. Se as vivências fossem mesmo vivênciadas o livro não teria 65 páginas. Vivência é livro de Ferréz, Sérgio Vaz, Saramago e tantos outros.
Na minha classificação com todo o respeito: Não perca seu tempo e vá ler um (outro) livro.
Bom é isso pessoal quem quiser o livro eu disponibilizo em: A Grande Rebelião - Samael Aun Weor
Boa noite.
Devo admitir que antes de começar agucei meu paladar crítico e comecei a leitura fazendo anotações e revisões.
A princípio, pensei como seria possível um pensamento ser elaborado em apenas 65 páginas, mas não dei muita atenção a essa observação e continuei.
Logo no início observasse a desconstrução até que de forma coerente dos paradigmas sociais, como a vida, a realidade, a liberdade, entre outros.
O autor utiliza-se de comentários científicos sem mencionar dados, fontes ou qualquer referência, cita eventos relacionados ao processo de 'destruição' ambiental do nosso planeta e profecia sobre "(...)Antes do ano dois mil, será quase impossível encontrar uma praia onde alguém possa banhar-se com água pura.", lembrando que o livro foi escrito em 75 e estamos em 2011. Falho, assim como diversas outras 'profecias' ao longo do livro.
Encontrei trechos extremamente contraditórios como quando o autor acusa alguma anomalia no sistema social e estrutural da nossa sociedade dilatando a evolução e os problemas de auto conhecimento do homem como motivo disso, e porém utiliza-se constantemente como já citei de fatos não confirmados por fontes e referências, científicos. Ou seja, mesmo idealizando sobre os defeitos dos caminhos tomados ele utiliza-se dos próprios recursos que critica, o que indica uma falta de conteúdo.
Ao continuar pelo livro o autor continua com uma série de desconstruções de conceitos, o que indica uma certa referência a Kant, porém a certo ponto quando aborda o tema liberdade e realiza desconstruções simples, sem muitos fundamentos filosóficos ele comete um terrível erro de conhecimento (irônia, já que gnosis significa esta palavra em grego), no seguinte trecho: "(...)Estou seguro de que nem sequer Emmanuel Kant, o autor da "Crítica da Razão Pura" e da "Crítica da Razão Prática", jamais analisou esta palavra(...)". Pra quem quiser saber e ler os dois livros citados acima não definem a liberdade porque a própria concepção dos mesmos é a definição de liberdade. Kant influência o que o Gnosis prega, que a experiência gera o conhecimento e o livro é baseado exclusivamente nessa idéia porém o autor se perde em desconstruir a liberdade sendo que o conhecimento para a autonomia é a formação de liberdade. Pensamento esse fundamental no trabalho de Kant; porém omitido talvez propositalmente no livro.
Agora, para mim vem a máxima do livro:
Na passagem: "(...)Karl Marx elaborou sua Dialética Materialista com um só propósito: "criar uma arma para destruir todas as religiões do mundo por meio do ceticismo(...)"
Senhoras e Senhores, amigos e amigas. Fica aqui a minha indignação, essa tanta que me dá tristeza. Neste ponto do livro larguei a seriedade e parti para a ignorância.
Infelizmente e propositalmente o autor não entende e nem quer entender o pensamento de Marx, levando-o a uma disputa religiosa, pois afirma também a opção religiosa de Marx. Tratando de um pensamento não excludente, que valoriza o conhecimento e a experiência, como, me digam como, um autor pretende relacionar essa frase, essa posição com o que se pensa na doutrina do gnosis?
Pessoalmente não defino Marx por sua opção religiosa, mas sim pelas suas idéias valiosas, porém que causaram e ainda causam desconforto a muitos. Mais uma vez e impresso, o pensamento de Marx é concretizado: Burgueses e doutrinas religiosas de um lado, trabalhador e plebe do outro. Dialética Materialista é nada mais, nada menos que a linha de pensamento que considera todo o ambiente como um estudo, no caso, social. Exemplo rápido e prático: O gerente, que ganha mais, precisa do funcionário, que ganha menos para continuar a ganhar mais. Leiam artigos e livros relacionados que vale a pena. Ou seja na lógica são interdependentes. No caso das religiões o pensamento marxista condena-as assim como a filosofia, a política e a economia, porém esses três últimos podem ser utilizados de outros modos, como ferramentas de alienação do Estado e defende o fim da religião. No caso hoje temos também a mídia que é o novo messias.
Enfim, o livro continua no mesmo padrão porém minha vontade de 'gnosis' sobre gnosticismo diminuiu até a barra de rolagem ser abaixada ao máximo.
Não temos aqui nada diferente, apenas mais um modo de 'confortar', apenas mais uma vertente do que já conhecemos, muito mais esotérica e oculta, o que gera maior estranheza e falsa diferenciação. São idéias que comparam-se a qualquer igreja evangélica de esquina, acusando com palavras de efeito, filosofia barata e desconstrução sem solução aparente.
É o mesmo que ler um Augusto Cury. Na verdade me lembrou e muito. A diferença é o apelo científico e do conhecimento que nada mais é do que uma isca magra já que nada de concreto e científico nos é apresentando, além de coisas óbvias e sem aprofundamento. Algo novamente contraditório para alguém que 'pregue' o conhecimento. Se as vivências fossem mesmo vivênciadas o livro não teria 65 páginas. Vivência é livro de Ferréz, Sérgio Vaz, Saramago e tantos outros.
Na minha classificação com todo o respeito: Não perca seu tempo e vá ler um (outro) livro.
Bom é isso pessoal quem quiser o livro eu disponibilizo em: A Grande Rebelião - Samael Aun Weor
Boa noite.
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Em Algum Lugar do Mundo
Em algum lugar do mundo
aonde Deus tenha vergonha do que fez
Dos pobres homens que não tiveram escolha
outra vez
Em algum lugar do mundo
a liberdade custa caro
Só é feliz quem não enxerga bem
a vida não é um clube
Em algum lugar do mundo
alguém mata ou morre
por um tiro, de fome
o mundo diz que tá tudo bem
Em algum lugar do mundo
mais um modelo italiano
novos contratos, notas e notas
eita música sem graça
Me diz então
pra onde vão os bons
Bons garotos morrem cedo
seja na terra ou no céu
eu não tenho medo
Bons garotos morrem cedo
seja na rua ou no trem
meu Deus sou eu
Em algum lugar mundo
uma esmola livra a cara
Mas nunca a alma
envergonhada
De quem passa
Em algum lugar do mundo
uma criança vai nascer
infelizmente
não temos
um lugar melhor para oferecer
Quem você prefere ser
O herói que morre uma vez,
ou o covarde que morre todo dia?
Para todas as vítimas;
Para todos os culpados;
Para todos que acham que existe meio termo. Não. Não existe.
Para o meu amigo que perdeu o seu irmão;
Acredito que agora pra você, seja pessoal.
Boa noite mundo.
aonde Deus tenha vergonha do que fez
Dos pobres homens que não tiveram escolha
outra vez
Em algum lugar do mundo
a liberdade custa caro
Só é feliz quem não enxerga bem
a vida não é um clube
Em algum lugar do mundo
alguém mata ou morre
por um tiro, de fome
o mundo diz que tá tudo bem
Em algum lugar do mundo
mais um modelo italiano
novos contratos, notas e notas
eita música sem graça
Me diz então
pra onde vão os bons
Bons garotos morrem cedo
seja na terra ou no céu
eu não tenho medo
Bons garotos morrem cedo
seja na rua ou no trem
meu Deus sou eu
Em algum lugar mundo
uma esmola livra a cara
Mas nunca a alma
envergonhada
De quem passa
Em algum lugar do mundo
uma criança vai nascer
infelizmente
não temos
um lugar melhor para oferecer
Quem você prefere ser
O herói que morre uma vez,
ou o covarde que morre todo dia?
Para todas as vítimas;
Para todos os culpados;
Para todos que acham que existe meio termo. Não. Não existe.
Para o meu amigo que perdeu o seu irmão;
Acredito que agora pra você, seja pessoal.
Boa noite mundo.
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