Venho publicar em alguns próximos posts, curtas interessantes. No de hoje destaco o roteiro incrível dessa obra que além de muito original é divertidíssima.
Aproveitem.
"A Invasão do Alegrete"
Ficha Técnica
Roteiro Diego Müller, Davi Pires Direção de Arte Eduardo Antunes Empresa produtora GM, 2 Filmes Figurino Adriana Nascimento Borba Maquiagem Nancy Marignac Direção de produção Geraldo Borowski Produção Executiva Pablo Müller Direção de Fotografia Juliano Lopes Montagem Vicente Moreno Música Pirisca Grecco Desenho de Som Gabriela Bervian
Prêmios
Melhor Ator no Festival de Gramado 2009
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 2009
Melhor Filme no Festival do Juri Popular 2010
Melhor Roteiro no Mostra Gaúcha do Festival de Gramado 2009
Melhor Média-Metragem no Festival de Cinema na Floresta 2010
Melhor Ator no Santa Maria Vídeo e Cinema 2009
Melhor Filme - Júri Popular no Santa Maria Vídeo e Cinema 2009
Festivais
Goiânia Mostra Curtas 2009
Cineme-SE 2010
FestCine Amazônia 2009
Festival de Artes Audiovisuales de La Plata - FESAALP 2010
Festival de Cinema de Ribeirão Preto 2009
Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação 2009
Festival de Cinema de Ribeirão Pires 2009
Festival Aruanda do Audiovisual Universitário 2009
segunda-feira, dezembro 27, 2010
domingo, dezembro 26, 2010
As Noites São Sempre Iguais.
Na cena três amigos, uma pequena sala, uma mesa.
Sentados a horas, chateados pelo tédio e pela fumaça do cigarro insistente no ar sem movimento.
Meia garrafa de conversa fora, derrubando o sistema e os governos mais de dez vezes nas palavras, convencendo um ao outro de que viver daquele jeito ainda era heróico ou como dizem, poético.
Sentiam a nostalgia de alguns momentos passados, sentiam o rodar do ponteiro do relógio.
Um deles o mais jovem podia sentir o gosto do tabaco rigoroso na boca, quando abriu-a e disse:
- As vezes eu me esqueço, de que eu sou um playboy otário!
Ninguém se pronunciou após aquilo. Nada precisava mais ser dito.
Talvez todos os anos de conversas, ideologias e planos na verdade se resumiam naquela frase, naquela depressão.
Estavam vencidos antes de começarem a guerra, lutaram por algo perdido, assim como o fizeram muitos antes deles, mas por alguma razão que ninguém explica, todos sempre acham que farão a diferença, ou que apenas viverão com diferença.
Naquela noite eles entenderam pela primeira vez, que a anomalia também faz parte do sistema.
E isso lhes davam calafrios só de pensamento.
Se despediram e nunca mais desde aquele dia se encontraram novamente.
Dizem por aí que algum estudante de alguma faculdade de esquerda citou um deles em alguma manifestação banal. Talvez seja isso. Talvez a idéia persista, consumindo-se da vida de quem a cria.
Porque quem idealiza nunca consegue todas as respostas precisas e isso é pior do que a imperfeição, para tais paladares 'pensantes'.
As noites são portanto, de forma estranha, sempre iguais.
Sentados a horas, chateados pelo tédio e pela fumaça do cigarro insistente no ar sem movimento.
Meia garrafa de conversa fora, derrubando o sistema e os governos mais de dez vezes nas palavras, convencendo um ao outro de que viver daquele jeito ainda era heróico ou como dizem, poético.
Sentiam a nostalgia de alguns momentos passados, sentiam o rodar do ponteiro do relógio.
Um deles o mais jovem podia sentir o gosto do tabaco rigoroso na boca, quando abriu-a e disse:
- As vezes eu me esqueço, de que eu sou um playboy otário!
Ninguém se pronunciou após aquilo. Nada precisava mais ser dito.
Talvez todos os anos de conversas, ideologias e planos na verdade se resumiam naquela frase, naquela depressão.
Estavam vencidos antes de começarem a guerra, lutaram por algo perdido, assim como o fizeram muitos antes deles, mas por alguma razão que ninguém explica, todos sempre acham que farão a diferença, ou que apenas viverão com diferença.
Naquela noite eles entenderam pela primeira vez, que a anomalia também faz parte do sistema.
E isso lhes davam calafrios só de pensamento.
Se despediram e nunca mais desde aquele dia se encontraram novamente.
Dizem por aí que algum estudante de alguma faculdade de esquerda citou um deles em alguma manifestação banal. Talvez seja isso. Talvez a idéia persista, consumindo-se da vida de quem a cria.
Porque quem idealiza nunca consegue todas as respostas precisas e isso é pior do que a imperfeição, para tais paladares 'pensantes'.
As noites são portanto, de forma estranha, sempre iguais.
terça-feira, dezembro 21, 2010
Sobre Amigos, sobre os Jovens, sobre a Sorte.
Na noite. Na Balada. Três amigos.
Um deles sai e os outros dois começam um diálogo:
- Puta que pariu quantas vezes eu já falei. Não toca nesse assunto que senão ele não pára mais de falar, mano.
- O cara exagera né?
- Porra! Só fala que isso não pode, não tá certo, que o mundo tá todo virado.
- Mas não dá a solução, aí é fácil!
- Eu quero é que o mundo se foda, se eu tiver minha grana, meu trampo e meu carro. Pagar minhas contas meus vícios, eu não tô nem aí pro otário do flanelinha ou a porra da guerra sei lá eu aonde.
- É eu concordo, o cara até tem um pensamento correto e tal, mas aí, vai trabalhar de quê? Vai ser quem na vida? Prefiro eu me dar bem, porra, não é?
- O cara fala muito, enche o saco, a gente perde a balada só falando nisso.
- Vamo pegar mina então, ele tá no banheiro.
- Ahaha! Demorou.
A noite seguiu como todas as outras.
Bebida. Mulheres. Som alto.
Todos jovens, querendo ser únicos, diferentes.
Todos de pólo,
Todos com um copo,
Todos pagando pelo camarote,
Todos balançando a cabeça por uma mesma música,
Todos tentando ser exatamente tudo o que não são realmente,
Todos se consideram felizes, aproveitando a vida do mesmo jeito que todos os outros todos.
- Que vida de merda eles devem ter.
Na saída, ainda de madrugada um deles vai ao carro com uma garota enquanto o outros dois conversam pra gosto de um, e tortura do outro. Não era bela, muito menos rica mas pintava o rosto e o cabelo, se vestia e agia como se fosse e se sentia naquele momento, sabe-se lá porque, sortuda também.
Dentro do carro. Som baixo. Banco da frente.
Mãos inquietas, rápidas e descobridoras. Beijos sem pausa, sem carinho e sem atenção. O que importa realmente, todos sabem, é o que acontece mais embaixo.
Não haviam movido uma peça de roupa pra fora do corpo, apenas as entortaram um pouco.
Um cano. Uma janela. Uma frase:
- Perdeu playboy! Vai saindo sem barulho, filho da puta, sem barulho!
Recuperando o ar, que irônico.
- Calma cara! Calma!
- CARA é o caralho! Abre essa porra senão você e a puta aí vão pra vala, porra!
A garota, que já não se sentia tão sortuda assim, não se movia. Em choque com a mão na boca e a cabeça a mil, tremia. No fundo sabia ser descartável.
O rapaz não pretendia reagir, torcia para que os amigos estivessem perto ou algo assim, abaixou pra pôr o tênis e sair. Tinha se cagado todo.
Tudo parecia solucionado, o marginal levaria o carro, não queria a garota, queria o carro, queria pedra. Pensava que finalmente ia cheirar um pó com o dinheiro do assalto, o primeiro do semestre, quando um porteiro de um prédio vizinho ao local do carro estacionado percebeu que a garota estava a chorar e resmungar, pôde ver o ladrão mas não o ferro na sua mão. Pensou em furto, estupro, desceu até a porta e fazendo o seu dever de cidadão resmungou alguma coisa alto na rua.
O som da voz do senhor Carlos, porteiro desde de criancinha, ecoou como uma sirene de gambé para o assaltante, no susto empurrou o moleque que caiu, a garota sem sorte correu gritando e tropeçando nas próprias lágrimas.
Um tiro. Uma fuga. Sangue. Muito sangue.
O rapaz estava inteiro, chorava caído, a garota sumira e fora pedir ajuda aos berros.
Os seguranças da balada, motoristas e populares se agrupavam, a ambulância já vinha mas o porteiro não estava mais lá. Acabava naquele instante os 54 anos bem vividos, dizia ele.
Mulher, filha e neto chorariam mais tarde, com a morte, com as dívidas.
Passaram-se uns tempos, e os amigos se reencontraram.
O que sofrera o ataque sentia medo, não de sofre um assalto ou algo assim, mas do amigo chato de quem falara no fatídico dia.
Sentia vergonha pela primeira vez, imaginava as conversas com o amigo, pensava nele gritando:
- Mais um pobre que morre pra salvar o carro do playboy!
Não havia culpa sobre ele, mas havia o entendimento. Agora ele entendera.
Se um papo não é o suficiente para tornar a visão mais aguçada, mais sagaz sobre certos problemas que nos rodeia, nada melhor então, que um cano gelado na orelha pra tornar a aula, digamos, mais prática.
Na tarde. Num bar.
Sentaram, beberam e conversaram.
Ninguém nunca mais tocou no assunto. Todos, de certa forma, se sentiam culpados.
E a culpa é o gole mais seco que se pode dar.
Quanto a garota. Ela anda vagando pelas baladas que estão na moda, vestindo roupas genéricas e algumas de grife, que estão na moda, bebendo o que ainda está na moda e dançando o que está na moda.
Continua com 26 com cabeça de 15. Certo dia o rapaz pensou tê-la visto, mas nada certo.
Ganhou mês passado um jantar grátis em um restaurante por sorteio.
Se sentiu sortuda novamente e teve medo de ir receber o prêmio,
só relaxou e foi até o estabelecimento quando leu num jornal qualquer da região que fora ela e mais cem as vencedoras.
- Ufa! Que sorte! Pensou.
Um deles sai e os outros dois começam um diálogo:
- Puta que pariu quantas vezes eu já falei. Não toca nesse assunto que senão ele não pára mais de falar, mano.
- O cara exagera né?
- Porra! Só fala que isso não pode, não tá certo, que o mundo tá todo virado.
- Mas não dá a solução, aí é fácil!
- Eu quero é que o mundo se foda, se eu tiver minha grana, meu trampo e meu carro. Pagar minhas contas meus vícios, eu não tô nem aí pro otário do flanelinha ou a porra da guerra sei lá eu aonde.
- É eu concordo, o cara até tem um pensamento correto e tal, mas aí, vai trabalhar de quê? Vai ser quem na vida? Prefiro eu me dar bem, porra, não é?
- O cara fala muito, enche o saco, a gente perde a balada só falando nisso.
- Vamo pegar mina então, ele tá no banheiro.
- Ahaha! Demorou.
A noite seguiu como todas as outras.
Bebida. Mulheres. Som alto.
Todos jovens, querendo ser únicos, diferentes.
Todos de pólo,
Todos com um copo,
Todos pagando pelo camarote,
Todos balançando a cabeça por uma mesma música,
Todos tentando ser exatamente tudo o que não são realmente,
Todos se consideram felizes, aproveitando a vida do mesmo jeito que todos os outros todos.
- Que vida de merda eles devem ter.
Na saída, ainda de madrugada um deles vai ao carro com uma garota enquanto o outros dois conversam pra gosto de um, e tortura do outro. Não era bela, muito menos rica mas pintava o rosto e o cabelo, se vestia e agia como se fosse e se sentia naquele momento, sabe-se lá porque, sortuda também.
Dentro do carro. Som baixo. Banco da frente.
Mãos inquietas, rápidas e descobridoras. Beijos sem pausa, sem carinho e sem atenção. O que importa realmente, todos sabem, é o que acontece mais embaixo.
Não haviam movido uma peça de roupa pra fora do corpo, apenas as entortaram um pouco.
Um cano. Uma janela. Uma frase:
- Perdeu playboy! Vai saindo sem barulho, filho da puta, sem barulho!
Recuperando o ar, que irônico.
- Calma cara! Calma!
- CARA é o caralho! Abre essa porra senão você e a puta aí vão pra vala, porra!
A garota, que já não se sentia tão sortuda assim, não se movia. Em choque com a mão na boca e a cabeça a mil, tremia. No fundo sabia ser descartável.
O rapaz não pretendia reagir, torcia para que os amigos estivessem perto ou algo assim, abaixou pra pôr o tênis e sair. Tinha se cagado todo.
Tudo parecia solucionado, o marginal levaria o carro, não queria a garota, queria o carro, queria pedra. Pensava que finalmente ia cheirar um pó com o dinheiro do assalto, o primeiro do semestre, quando um porteiro de um prédio vizinho ao local do carro estacionado percebeu que a garota estava a chorar e resmungar, pôde ver o ladrão mas não o ferro na sua mão. Pensou em furto, estupro, desceu até a porta e fazendo o seu dever de cidadão resmungou alguma coisa alto na rua.
O som da voz do senhor Carlos, porteiro desde de criancinha, ecoou como uma sirene de gambé para o assaltante, no susto empurrou o moleque que caiu, a garota sem sorte correu gritando e tropeçando nas próprias lágrimas.
Um tiro. Uma fuga. Sangue. Muito sangue.
O rapaz estava inteiro, chorava caído, a garota sumira e fora pedir ajuda aos berros.
Os seguranças da balada, motoristas e populares se agrupavam, a ambulância já vinha mas o porteiro não estava mais lá. Acabava naquele instante os 54 anos bem vividos, dizia ele.
Mulher, filha e neto chorariam mais tarde, com a morte, com as dívidas.
Passaram-se uns tempos, e os amigos se reencontraram.
O que sofrera o ataque sentia medo, não de sofre um assalto ou algo assim, mas do amigo chato de quem falara no fatídico dia.
Sentia vergonha pela primeira vez, imaginava as conversas com o amigo, pensava nele gritando:
- Mais um pobre que morre pra salvar o carro do playboy!
Não havia culpa sobre ele, mas havia o entendimento. Agora ele entendera.
Se um papo não é o suficiente para tornar a visão mais aguçada, mais sagaz sobre certos problemas que nos rodeia, nada melhor então, que um cano gelado na orelha pra tornar a aula, digamos, mais prática.
Na tarde. Num bar.
Sentaram, beberam e conversaram.
Ninguém nunca mais tocou no assunto. Todos, de certa forma, se sentiam culpados.
E a culpa é o gole mais seco que se pode dar.
Quanto a garota. Ela anda vagando pelas baladas que estão na moda, vestindo roupas genéricas e algumas de grife, que estão na moda, bebendo o que ainda está na moda e dançando o que está na moda.
Continua com 26 com cabeça de 15. Certo dia o rapaz pensou tê-la visto, mas nada certo.
Ganhou mês passado um jantar grátis em um restaurante por sorteio.
Se sentiu sortuda novamente e teve medo de ir receber o prêmio,
só relaxou e foi até o estabelecimento quando leu num jornal qualquer da região que fora ela e mais cem as vencedoras.
- Ufa! Que sorte! Pensou.
sexta-feira, novembro 19, 2010
Cegaste?
Navegando pelo mar da igualdade
um cego me diria que tudo é novidade
Porém se olhos tivesse por um dia
sentiria a falta daquela variedade
Como se sempre fora cego? Me indagariam
É que na cabeça de quem não vê
tudo é muito rico, e ninguém é menosprezado
E na cabeça de quem bem vê
tudo é muito pobre, e alguém é valorizado
Aí eu te pergunto:
Será que o cego é quem olha mas não vê?
ou
quem vê mas não olha?
Nessa dúvida fico parado
toda vez que um cego me pede um trocado
Fico entre
o sim e o não
a vara ou o peixe ?
Olho ao redor e torço para cegar
assim a uso como resposta e fujo dali sem olhar
Cegueira hoje em dia é desculpa, é redenção?
Afinal meus caros
quem seria capaz
de a um cego
culpar?
um cego me diria que tudo é novidade
Porém se olhos tivesse por um dia
sentiria a falta daquela variedade
Como se sempre fora cego? Me indagariam
É que na cabeça de quem não vê
tudo é muito rico, e ninguém é menosprezado
E na cabeça de quem bem vê
tudo é muito pobre, e alguém é valorizado
Aí eu te pergunto:
Será que o cego é quem olha mas não vê?
ou
quem vê mas não olha?
Nessa dúvida fico parado
toda vez que um cego me pede um trocado
Fico entre
o sim e o não
a vara ou o peixe ?
Olho ao redor e torço para cegar
assim a uso como resposta e fujo dali sem olhar
Cegueira hoje em dia é desculpa, é redenção?
Afinal meus caros
quem seria capaz
de a um cego
culpar?
quarta-feira, novembro 17, 2010
Comida é Pasto?
Caro amigo leitor, hoje meu questionamento é acerca do VEGETARIANISMO.
Pois bem, numa dessas conversas interessantes de bar, que valem creio eu muitas vezes, não sempre, mais que uma aula acadêmica, surgiu a temática dessa opção de dieta que podemos definir como a ausência do consumo de qualquer carne de origem animal e em alguns subgrupos dessa opção podem até restringir ou retirar derivados de origem também animal, como laticínios diversos.
Ok. Lá vamos nós!
Entrei no google.com e digitei "Vegetarianismo", encontrei de primeira um site que possívelmente é o primeiro sempre que alguém interessado nesse assunto pesquisa como eu, o vegetarianismo.com.br.
Após uma leitura breve e mais algumas pesquisas já pude constatar que opiniões a favor dessa opção são facilmente explicadas, atualizadas e divulgadas como informações verídicas e a salvo de alguns blogs que utilizam o tema como comédia ou sites que divulgam os males de uma dieta vegetariana mal feita, pouco se pode encontrar sobre o outro lado da história, ou seja, a oposição científica. Porque nunca ninguém pergunta se realmente o vegetarianismo é algo saudável? Para os homens, os animais e o planeta?
No site a que me referi eles dão os motivos para uma opção vegetariana baseada nesses três ( Pessoas, Animais e Planetas ) pilares. Farei uma análise dividida da mesma maneira.
Começando pelos homens, ou no caso pela sociedade que opta ou não por essa opção temos de inicio um tema polêmico, já que muitos dos que optam pelo vegetarianismo mal sabem ou entendem o que realmente é ou como se faz o vegetarianismo. Normalmente são essas as pessoas que escolhem essa opção por parecer uma forma de regime, ou seja perda de peso, atrelada a uma ação de responsabilidade social. Algo como: "Perca peso e ajude a mudar o mundo". Canso de ver pessoas que engordam quando começam a ser VG(vegetariano)s, pois compensam com massas e doces as vontades e necessidades calóricas. Outro ponto são os que aceitam o vegetarianismo como redutor e até mesmo a solução para livrar-lhes do peso da sua imobilidade social, tratando essa opção como uma forma fácil e acessível de 'mudar o mundo'. Algo totalmente falho e sem precedentes, já que por mais que essa opção seja favorável em muitos pontos ela também contribuiu para muitos outros. Por exemplo?
O tamanho da área necessária para a pecuária é claramente muito superior do que para a produção vegetal porém se todos parássemos de comer carne, qual seria a proporção necessária para suprir tal demanda?
Quando o assunto são os animais, muitos sensibilizam-se com filmes e documentários que realmente expõem o cruel mundo da produção de carne. Pois bem, sou contra os mal tratos aos animais de qualquer natureza, e sei que existem diversas formas menos negligentes ou desumanas de realizar os abates. E é isso o que eu defendo. Uma maior dignidade é o mínimo para esses animais, pois é claramente utópico pensarmos que o mundo irá parar de consumir carne um dia. Devemos portanto repensar como trataremos esses animais que evolutivamente são sub-julgados por nós, assim como fariam os dinossauros conosco. O topo da cadeia alimentar é inevitável.
Apresento também outro argumento aos defensores EXTREMOS dos animais.
Plantas sentem dor!
Isso mesmo, o privilégio sensorial é algo que as plantas também possuem. Um teste simples que foi apresentado por Jacque Fresco descrevendo que ao espetarmos uma agulha em um pepino com um medidor de sensibilidade, temos o resultado 4 vezes maior do que a sensibilidade humana. Ou seja, talvez o vegetarianismo esteja pregando a salvação de uma classe para outra ser maltratada porém a planta não tem apenas a expressão.
Continuando nesse pilar, podemos ver também que o mundo animal e vegetal são apenas designações teóricas para facilitar o entendimento, pois na verdade uma planta não deixa de ser um animal já que existem diversas espécies que produzem tecido, e outras que na ausência da luz alimentam-se de outros animais.
E o mais importante, quando se trata de alimentação saudável, a alimentação herbívora é fortemente glorificada, mas como se em primeiro caso temos casos recorrentes de cancêr em animais dessa classe, como coelhos, vacas e até em ossos de dinossauros herbívoros?
Temos também a grande utilização de agrotóxicos tão maléficos quanto os condimentos encontrados nas carnes processadas. Temos a grande produção de alimentos vegetais transgênicos que ainda não possuem uma avaliação sobre seus efeitos a longo prazo tanto para o homem como para a própria natureza que também é um dos pilares do vegetarianismo.
Bom, acho que o principal problema nesse assunto é a falta de informação. Pessoas que aderem a esse estilo de vida por diversos motivos sem terem de fato uma noção básica, e se passam por bons cidadãos por causa do status que esse tema possui no mundo hoje em dia. Acredito de fato que é uma boa opção de dieta e vida porém não como uma solução ou ideologia, como é tratada em 99% das vezes que nos deparamos com o assunto, o que eu digo é, enquanto pessoas utilizarem essa opção como forma de solucionar problemas maiores do que essa esfera, o que é falso, e posicionar essa opção como uma forma de ideologia de vida, irão os vegetarianos sofrer represália dos que não são, pois sempre que essa conversa surge os mesmos argumentos são postos à mesa e repassados ao interlocutor como se fosse uma ideologia religiosa que faz um peso cair-lhe nas costas por não ser pertencente desse movimento. Um culto aonde você só terá benefícios em troca de um sacríficio, que é a abstinência da carne, que no fundo, não soluciona o seu problema nem o do mundo, mas torna a quem acreditar uma pessoa mais leve e reconfortada, assim como a uma religião.
Tenho medo de um dia acordar e ser sequestrado por um movimento extremista vegetariano, eita!
Por isso lembrem-se: Opção e não Solução!
A quem interessar: procurem vídeos, textos e artigos relacionados à Jacques Fresco e Peter Joseph, assim como o movimento Zeitgeist que vale muito a pena.
Pois bem, numa dessas conversas interessantes de bar, que valem creio eu muitas vezes, não sempre, mais que uma aula acadêmica, surgiu a temática dessa opção de dieta que podemos definir como a ausência do consumo de qualquer carne de origem animal e em alguns subgrupos dessa opção podem até restringir ou retirar derivados de origem também animal, como laticínios diversos.
Ok. Lá vamos nós!
Entrei no google.com e digitei "Vegetarianismo", encontrei de primeira um site que possívelmente é o primeiro sempre que alguém interessado nesse assunto pesquisa como eu, o vegetarianismo.com.br.
Após uma leitura breve e mais algumas pesquisas já pude constatar que opiniões a favor dessa opção são facilmente explicadas, atualizadas e divulgadas como informações verídicas e a salvo de alguns blogs que utilizam o tema como comédia ou sites que divulgam os males de uma dieta vegetariana mal feita, pouco se pode encontrar sobre o outro lado da história, ou seja, a oposição científica. Porque nunca ninguém pergunta se realmente o vegetarianismo é algo saudável? Para os homens, os animais e o planeta?
No site a que me referi eles dão os motivos para uma opção vegetariana baseada nesses três ( Pessoas, Animais e Planetas ) pilares. Farei uma análise dividida da mesma maneira.
Começando pelos homens, ou no caso pela sociedade que opta ou não por essa opção temos de inicio um tema polêmico, já que muitos dos que optam pelo vegetarianismo mal sabem ou entendem o que realmente é ou como se faz o vegetarianismo. Normalmente são essas as pessoas que escolhem essa opção por parecer uma forma de regime, ou seja perda de peso, atrelada a uma ação de responsabilidade social. Algo como: "Perca peso e ajude a mudar o mundo". Canso de ver pessoas que engordam quando começam a ser VG(vegetariano)s, pois compensam com massas e doces as vontades e necessidades calóricas. Outro ponto são os que aceitam o vegetarianismo como redutor e até mesmo a solução para livrar-lhes do peso da sua imobilidade social, tratando essa opção como uma forma fácil e acessível de 'mudar o mundo'. Algo totalmente falho e sem precedentes, já que por mais que essa opção seja favorável em muitos pontos ela também contribuiu para muitos outros. Por exemplo?
O tamanho da área necessária para a pecuária é claramente muito superior do que para a produção vegetal porém se todos parássemos de comer carne, qual seria a proporção necessária para suprir tal demanda?
Quando o assunto são os animais, muitos sensibilizam-se com filmes e documentários que realmente expõem o cruel mundo da produção de carne. Pois bem, sou contra os mal tratos aos animais de qualquer natureza, e sei que existem diversas formas menos negligentes ou desumanas de realizar os abates. E é isso o que eu defendo. Uma maior dignidade é o mínimo para esses animais, pois é claramente utópico pensarmos que o mundo irá parar de consumir carne um dia. Devemos portanto repensar como trataremos esses animais que evolutivamente são sub-julgados por nós, assim como fariam os dinossauros conosco. O topo da cadeia alimentar é inevitável.
Apresento também outro argumento aos defensores EXTREMOS dos animais.
Plantas sentem dor!
Isso mesmo, o privilégio sensorial é algo que as plantas também possuem. Um teste simples que foi apresentado por Jacque Fresco descrevendo que ao espetarmos uma agulha em um pepino com um medidor de sensibilidade, temos o resultado 4 vezes maior do que a sensibilidade humana. Ou seja, talvez o vegetarianismo esteja pregando a salvação de uma classe para outra ser maltratada porém a planta não tem apenas a expressão.
Continuando nesse pilar, podemos ver também que o mundo animal e vegetal são apenas designações teóricas para facilitar o entendimento, pois na verdade uma planta não deixa de ser um animal já que existem diversas espécies que produzem tecido, e outras que na ausência da luz alimentam-se de outros animais.
E o mais importante, quando se trata de alimentação saudável, a alimentação herbívora é fortemente glorificada, mas como se em primeiro caso temos casos recorrentes de cancêr em animais dessa classe, como coelhos, vacas e até em ossos de dinossauros herbívoros?
Temos também a grande utilização de agrotóxicos tão maléficos quanto os condimentos encontrados nas carnes processadas. Temos a grande produção de alimentos vegetais transgênicos que ainda não possuem uma avaliação sobre seus efeitos a longo prazo tanto para o homem como para a própria natureza que também é um dos pilares do vegetarianismo.
Bom, acho que o principal problema nesse assunto é a falta de informação. Pessoas que aderem a esse estilo de vida por diversos motivos sem terem de fato uma noção básica, e se passam por bons cidadãos por causa do status que esse tema possui no mundo hoje em dia. Acredito de fato que é uma boa opção de dieta e vida porém não como uma solução ou ideologia, como é tratada em 99% das vezes que nos deparamos com o assunto, o que eu digo é, enquanto pessoas utilizarem essa opção como forma de solucionar problemas maiores do que essa esfera, o que é falso, e posicionar essa opção como uma forma de ideologia de vida, irão os vegetarianos sofrer represália dos que não são, pois sempre que essa conversa surge os mesmos argumentos são postos à mesa e repassados ao interlocutor como se fosse uma ideologia religiosa que faz um peso cair-lhe nas costas por não ser pertencente desse movimento. Um culto aonde você só terá benefícios em troca de um sacríficio, que é a abstinência da carne, que no fundo, não soluciona o seu problema nem o do mundo, mas torna a quem acreditar uma pessoa mais leve e reconfortada, assim como a uma religião.
Tenho medo de um dia acordar e ser sequestrado por um movimento extremista vegetariano, eita!
Por isso lembrem-se: Opção e não Solução!
A quem interessar: procurem vídeos, textos e artigos relacionados à Jacques Fresco e Peter Joseph, assim como o movimento Zeitgeist que vale muito a pena.
quarta-feira, outubro 06, 2010
Sexo Frágil!?
Primeiro de tudo: ISSO NÃO É MACHISMO! Se algum leitor tiver a percepção ou se sentir lesado feche a porta e saia, por favor! O papo aqui é sério sem coisa mesquinha desse tipo, o intelecto de todos agradece.
Por centenas de anos as mulheres são consideradas na nossa sociedade, no caso brasileiro especificamente devido a comparações que enriquecerão a discussão, o sexo frágil.
Primeiramente o que isso significa? Significa que nós homens somos o sexo dominante, o que possui toda responsabilidade civil de manutenção da segurança, bem estar e proteção do sexo oposto. Isso é declarado até em formas da lei classificando mulheres, idosos e crianças como vulneráveis. Em suma, somos dotados de força física superior e anos de evolução social com moldes patriarcais que ainda se estendem não só no Brasil como em toda civilização ocidental.
Pois bem, peço atenção a uma reflexão profunda das consequências que esse termo apresenta em relação aos costumes pré estabelecidos durante anos, não repetindo teses que olham a mulher sofre ou tem dificuldades para isso ou para aquilo, vamos além. Proponho a discussão de que a mulher na verdade, e sem nenhum deboche ou brincadeira é o sexo forte e o sexo frágil seria uma terceira denominação e digo porque.
Todos os homens sabem como devemos tratar uma mulher, aprendemos desde cedo cavalheirismo e outros costumes que nunca são justificados a não ser pela resposta: "Ela é mulher, oras!". Não digo nem por um momento sequer que devamos esquecê-los, mas questioná-los para avaliarmos suas consequências, não quando esquecidos pois já temos índices de violência contra a mulher e afins, mas quando realizados em efetivo na vida de um ser humano do sexo feminino.
Quais são, então, as consequências?
A mulher, vive com a concepção da fragilidade, o que nada impede sua postura de atitude, porém diante da sociedade ela será sempre frágil isso acarreta certo desgosto nas mais feministas. Por outro lado elas ganham e muito. São tratadas com esmero, não precisam a não ser que queiram se preocupar com coisas básicas já traçadas, como banheiros que são sempre mais limpos do que os do sexo dominante, a facilidade de serem aceitas em reuniões, festas e qualquer outra forma de relacionamento social. Podem tirar todo e qualquer proveito de insultos pois têm uma proteção natural que nenhum outro ser vivo possui. Tudo lindo sempre para elas que INCONSCIENTEMENTE sabem se aproveitar de tudo isso. Há obviamente aquelas que com inteligência emocional sabem de forma consciente manipular uma sociedade de costumes ao seu favor, e todo homem um dia conhece uma mulher assim.
Podemos sentar e passar dias analisando e numerando fatos reais que indicam essa superproteção que tem um objetivo efetivo de proteger contra abusos, porém que gera dificuldades imensas quando tratamos de preconceito no trabalho por exemplo, ou quando movimentos feministas pedem seja lá o que for na lei mas esquecem que o problema são os costumes mais simples, explico. Se agora evoluíssemos para um sociedade aonde mulheres não teriam facilidades e somente proteção estaríamos acredito eu construindo algo mais justo para as mesmas, já que sem esses mimos muitas mulheres inteligentes que hoje seguem por 'caminhos mais fáceis', seja do modo viver ou de pensar, iriam adiante da imagem conceitual de musa.
Acredito que devem acima de tudo sair da zona de conforto que se encontram, contrapondo a dogmática etiqueta social imposta. Seria uma forma eficaz porém dolorosa de finalmente acabar com o machismo e coisas do tipo. É simples, cavalheirismo é na verdade puro machismo, porque induz a uma dama o mérito momentâneo de um tratamento diferencial, de forma a acomodá-la a ser tratada assim, mas tais ações geram exclusão, estendendo-se devido ao psicológico para outras esferas além da etiqueta porque vivemos em uma sociedade que é movida por uma máquina chamada competição, seja profissional, social ou humana. Assim o machismo e o preconceito são deliberados pelas mesmas ações que os absolvem no pacto social. Capisce?
Qual o maior de todos os problemas?
Simples. As mulheres precisam se extinguir de todas suas regalias, pois elas atrapalham, e isso digo por experiência própria, o desenvolvimento intelectual, social e humano delas mesmas. Mulheres independentes são essas que conseguem superar não o mercado, as leis, o preconceito ou o marido, mas o pacto social que dá a elas todas os benefícios e que mais tarde as acorrentam. O mais interessante é que essas que se livram e se tornam independentes ainda recebem outro mérito, que é o de ter vencido o clichê sexo frágil e são tratadas com um prestígio muito maior do que qualquer homem que consiga o mesmo feito. Por isso elas são o sexo forte que possuem um leque de escolhas muito maior do que qualquer outro ser humano, quanto as que pretendem manter-se na situação atual, essas sim, podemos chamá-las de sexo frágil porque - nunca generalizando - são convalecentes a situação, consciente ou inconscientemente.
Por fim, meu decreto oficial à admiração desses seres tão lindos e perversos que são as mulheres, e meu sincero perdão pelo cavalheirismo motor e exacerbado que as vezes dedico a elas, acabando por ajudar na continuação daquilo que termino de compartilhar com todos(as) vocês!
Saudações Libertárias!
segunda-feira, outubro 04, 2010
A Carona
Acordou. A sensação eufórica, abriu os olhos que apenas repousavam sem sono, reclamou.
A cama expulsava sua paz como se fizesse de propósito. Lembrou. Duas meninas, jovens, no carro de madrugada, as narinas incômodas, inquietas. Seria o bastante para continuar, mas naquela noite apenas bebera cerveja com os amigos. Não se recorda se tomou outra coisa, mas foi apenas álcool.
Ele parado olhando tudo acontecer, na verdade nada aconteceu, apenas as conheceu por acaso e as ajudou, passou pela cabeça provocá-las e levá-las ao motel, mas na hora do impulso sobressaiu seu medo. Medo de quê? Só mais tarde entenderia.
Desembarcaram na esquina mais suja da cidade, sentiu medo, pena, e alívio principalmente. Não sabia ainda bem o porquê, mas sentia-se bem e não ter feito o que depois chamaria de "burrada". Enganou o arrependimento.
Mas no quarto em que estava sozinho tudo era uma caricatura que assustava o mais corajoso dos homens, tudo o lembrava da eterna companheira dos homens covardes. Era assim que se sentia.
Tentou entender o assunto do qual perdia o sono constantemente, precisava sentir novos ares, completar o que faltava, enchendo-se de coisa para fazer. Era noite, e nada havia.
Buscou ajuda espiritual, religiosa, trabalhista... mas a dor continuava.
Um dia a caminho de mais um médico, à noite é claro, sofreu um tropeço que já era irritantemente normal, que estragou-lhe um pé das havaianas e o fez jurar nunca mais andar com os dois pés no chão. Fugiria do tropeço como fugia de sua dor.
Não era sentimental nem nada, mas aquelas duas jovens daquela noite lá atrás lhe mostraram sua verdade, era um homem justo, fiel ao seus valores, e isso era demasiadamente chato, era um fardo que carregara porque adorava perguntas. Tudo começou na quinta série.
O relógio marcava o começo de mais um dia. E ele marcava o começo de mais uma espera, que era insaciável. Sentia-se preso à vida de um modo nada suicida.
Pensou em ligar para um antigo amor, mas sequer lembrou o nome da infeliz.
Pensou em virar fotógrafo, mas odiava lembranças.
Pensou em nunca mais pensar.
Desde então é feliz ao lado de Silvinha. Tem dois filhos e duas filhas.
Nunca mais deu carona a nenhum estranho.
Tem dias que a noite é "foda". Disso sabia.
Mas fingia, que não.
Descobrira ao lado da moça, que a resposta era a mais clichê possível. Teve de tomar o caminho mais longo até ela. Valera a pena, o caro leitor sabiamente deveria me perguntar.
Quer saber? Não brinque com essa coisa séria que é o pensar.
Deixe. Viva e deixe morrer.
A cama expulsava sua paz como se fizesse de propósito. Lembrou. Duas meninas, jovens, no carro de madrugada, as narinas incômodas, inquietas. Seria o bastante para continuar, mas naquela noite apenas bebera cerveja com os amigos. Não se recorda se tomou outra coisa, mas foi apenas álcool.
Ele parado olhando tudo acontecer, na verdade nada aconteceu, apenas as conheceu por acaso e as ajudou, passou pela cabeça provocá-las e levá-las ao motel, mas na hora do impulso sobressaiu seu medo. Medo de quê? Só mais tarde entenderia.
Desembarcaram na esquina mais suja da cidade, sentiu medo, pena, e alívio principalmente. Não sabia ainda bem o porquê, mas sentia-se bem e não ter feito o que depois chamaria de "burrada". Enganou o arrependimento.
Mas no quarto em que estava sozinho tudo era uma caricatura que assustava o mais corajoso dos homens, tudo o lembrava da eterna companheira dos homens covardes. Era assim que se sentia.
Tentou entender o assunto do qual perdia o sono constantemente, precisava sentir novos ares, completar o que faltava, enchendo-se de coisa para fazer. Era noite, e nada havia.
Buscou ajuda espiritual, religiosa, trabalhista... mas a dor continuava.
Um dia a caminho de mais um médico, à noite é claro, sofreu um tropeço que já era irritantemente normal, que estragou-lhe um pé das havaianas e o fez jurar nunca mais andar com os dois pés no chão. Fugiria do tropeço como fugia de sua dor.
Não era sentimental nem nada, mas aquelas duas jovens daquela noite lá atrás lhe mostraram sua verdade, era um homem justo, fiel ao seus valores, e isso era demasiadamente chato, era um fardo que carregara porque adorava perguntas. Tudo começou na quinta série.
O relógio marcava o começo de mais um dia. E ele marcava o começo de mais uma espera, que era insaciável. Sentia-se preso à vida de um modo nada suicida.
Pensou em ligar para um antigo amor, mas sequer lembrou o nome da infeliz.
Pensou em virar fotógrafo, mas odiava lembranças.
Pensou em nunca mais pensar.
Desde então é feliz ao lado de Silvinha. Tem dois filhos e duas filhas.
Nunca mais deu carona a nenhum estranho.
Tem dias que a noite é "foda". Disso sabia.
Mas fingia, que não.
Descobrira ao lado da moça, que a resposta era a mais clichê possível. Teve de tomar o caminho mais longo até ela. Valera a pena, o caro leitor sabiamente deveria me perguntar.
Quer saber? Não brinque com essa coisa séria que é o pensar.
Deixe. Viva e deixe morrer.
quinta-feira, setembro 23, 2010
Os Olhos Daquele Cara!
Era quinta-feira, 22h00 da noite. Não fazia frio, o que já era de fato uma notícia boa.
Nasceu de pai sem nome e mãe de salário mínimo, logo no começo da vida perceberam sua deficiência vocal, era mudo.
A mãe se resolvia todo mês com o pouco dinheiro e muitos filhos, os quais não lembrava o nome exatamente devido o cansaço, mas que nunca esquecera um almoço ou jantar sequer.
Algum tempo depois...
Um cara magro e muito sujo nessa quinta-feira, entrou no trem, pedindo dinheiro através de um papel sujo e mau escrito que falava algo como: "Sou surdo e mudo, tenho fome e nenhum dinheiro!". Ele apenas o distribuiu entre os que aceitaram o papel e depois recolheu-os com a sorte de receber algum dinheiro. Uma moça lhe deu uma barra de cereal daquelas atléticas. Soou até sarcástico.
O rapaz deixou a dúvida se estava a juntar dinheiro para encarar mais uma noite triste e sem sentido cheirando cola, fumando crack e dependendo da quantia até uma carreira de coca.
A dúvida nunca existiu antes, mas esse cara tinha alguma coisa no olhar. Talvez nunca tivéssemos percebido os olhos dos pedintes recorrentes, mas desse em especial e sem motivo, tinha algo. Podia ser a pupila dilatada e o olho fundo com olheiras provocado pela última dose, ou era o puro grito de dor escondido no fundo dos mesmos, tão solitários e acostumados com a maldade e a exclusão. Aqueles olhos não faziam parte da sociedade, eram descartáveis e sabiam disso. Eram eles os espelhos que refletiam aos homens "civilizados" a realidade, eram eles que desmascaravam a violência invisível que aterroriza cidadãos do bem, e trabalhadores todos os dias.
É. Nunca saberemos, e talvez seja melhor assim, já que esses olhos ironicamente fizeram voltar um vestígio de esperança ao observador e fazia tempos que ele não sabia o que era isso.
Mesmo assim, nada muda.
ps. post de retorno e nova vida do blog!!
Gracias.
Nasceu de pai sem nome e mãe de salário mínimo, logo no começo da vida perceberam sua deficiência vocal, era mudo.
A mãe se resolvia todo mês com o pouco dinheiro e muitos filhos, os quais não lembrava o nome exatamente devido o cansaço, mas que nunca esquecera um almoço ou jantar sequer.
Algum tempo depois...
Um cara magro e muito sujo nessa quinta-feira, entrou no trem, pedindo dinheiro através de um papel sujo e mau escrito que falava algo como: "Sou surdo e mudo, tenho fome e nenhum dinheiro!". Ele apenas o distribuiu entre os que aceitaram o papel e depois recolheu-os com a sorte de receber algum dinheiro. Uma moça lhe deu uma barra de cereal daquelas atléticas. Soou até sarcástico.
O rapaz deixou a dúvida se estava a juntar dinheiro para encarar mais uma noite triste e sem sentido cheirando cola, fumando crack e dependendo da quantia até uma carreira de coca.
A dúvida nunca existiu antes, mas esse cara tinha alguma coisa no olhar. Talvez nunca tivéssemos percebido os olhos dos pedintes recorrentes, mas desse em especial e sem motivo, tinha algo. Podia ser a pupila dilatada e o olho fundo com olheiras provocado pela última dose, ou era o puro grito de dor escondido no fundo dos mesmos, tão solitários e acostumados com a maldade e a exclusão. Aqueles olhos não faziam parte da sociedade, eram descartáveis e sabiam disso. Eram eles os espelhos que refletiam aos homens "civilizados" a realidade, eram eles que desmascaravam a violência invisível que aterroriza cidadãos do bem, e trabalhadores todos os dias.
É. Nunca saberemos, e talvez seja melhor assim, já que esses olhos ironicamente fizeram voltar um vestígio de esperança ao observador e fazia tempos que ele não sabia o que era isso.
Mesmo assim, nada muda.
ps. post de retorno e nova vida do blog!!
Gracias.
quinta-feira, julho 08, 2010
Um Estranho no Ninho
Acabei de assistir essa obra prima do cinema, que de fato me surpreendeu com a tensão que provocou meu nervos e inquietou meus pensamentos. E fez de forma simples e direta, e acho que é esse o ponto de mérito em parte da direção e, em maior peso, da atuação brilhante de todo o elenco principalmente (mas não unânime) de Jack Nicholson.
A idéia que remexe a opressão e a ordem, a loucura vista de angulos contrastantes, as diversas posições e ações de cameras que me deixaram LOUCO (ironicamente) de raiva e tenso de forma como nunca havia ficado com um filme, garantem em meu parecer nota máxima em todos os quesitos.
Sinto que é mais um daqueles filmes bons, pops, mas com dois tipos distintos de mensagens: uma econômica, agradavel, romantista de Hollywood, a outra de carater crítico, expressionista e raivoso que se entendida dessa maneira, pode valer um bom tormento diante da sociedade ali expressada e que por bem ou mal ainda permanece. O melhor é o roteiro que implicita pontualmente as idéias que as imagens remetem ao bom espectador, esse que fica 'matutando' de forma construtiva consigo mesmo o desfecho e a oposição de valores que o filme te FAZ reposicionar sua cabeça. Na medida certa, tudo equilibrado.
Saí do filme parecendo louco. E isso foi demais!
Achei que seria um ótimo filme, tinha expectativas altas, e mesmo assim me surpreendi.
Ah! Que bom se todo filme fosse assim!
Simplesmente, brilhante.
quarta-feira, julho 07, 2010
quinta-feira, abril 29, 2010
Um mundo, duas cores.
Vivo meu tempo dividido entre dois mundos totalmente diferentes, é claro.
De um lado o mundo caótico aonde tudo é erradamente planejado, aonde invisiveis sao tratados com preconceito por ignorancia desacerbada, sem motivo, sem objetivo. Tudo por demônios da oportunidade garantida a poucos em uma sociedade e um país ainda injusto e pouco preocupado com a humanidade dos próprios seres que nela vivem, mesmo que todo o mundo televisivo e informativo, tentando a toda hora convercer a nós todos, em troca de saciar qualquer sentimento de culpa existente nas entranhas puras da sociedade, de que tudo vai bem.
Idealista a certo ponto, que já foi mais, porém a crua realidade afeta a todos até os mais fieis.
Não é o caso, o ideal morre por dentro.
No outro mundo é tudo bonito, o esverdeado cheiroso sai de máquinas, e tudo condiz a disser que os mestrse possuidores são credores de valores intangiveis. Seria a poção mágica? Ou a deficiência mais irracional?
Porém a incasavel busca parece racional e até palpavel a quem sai de um ponto de partida diferente da maioria.
Capitalista pelo simples tédio a vida normal. A vontade de aproveitar a vida egoistamente.
Foi um prazer não entender nada.
segunda-feira, março 22, 2010
Big Bang
"O que você quer ser quando crescer?"
Seria tolice essa pergunta? Já que ninguém se lembra, ou realiza o que responde.
Seila, um dia eu aprendi a temer o tempo. E me disseram: -Relaxa, você ainda é novo!
Depois eu aprendi a respeitá-lo a ser fiel, realizar tudo que possível e não pensar em gasto e sim e benefícios.
Bom, um dia eu acordo e estou de cara com ele, o tempo, volto a temê-lo como quando criança e já não sei o que pensar. Achei que o tivesse superado, mas nunca se supera aquilo o que lhe dita as regras. Quero ser livre.
A sociedade me cobra, diz que sou aquilo, que sou isso. Uma roupa nova garante elogios, um dinheiro gasto a tôa lhe garante sorrisos. As pessoas vem e vão. E o que elas deixam? E mais, o que elas carregam?
É uma situação típica: Ser feliz como se fosse um comercial de refrigerante.
Eu sabia tudo, eu era intocável. O meu destino eu já sabia de cor em cor. Era tanta certeza que hoje é até engraçado, na verdade é patético.
Hoje já não tenho mais certezas, e isso faz de mim uma pessoa nada coerente. O mundo não é "bonzinho" com os indecisos, complexos, com os normais demais para serem mais um.
Não sei exatamente o que eu quero, mas tenho certeza de tudo o que eu NÃO quero. Dá pra entender?
Bom, o dia vai nascer e seremos por mais um dia seres comuns vivendo vidas cinzas e cheias de fumaça, por dúvidas, por medos.
Sou mais um, e farei a minha parte.
segunda-feira, março 01, 2010
Mentirinha
A realidade ninguém viu.
Um dia eu desses a vi passando na rua, pedindo dinheiro. No outro eu vi um choro desolado de alguma mãe por causa do filho. A policia, o ladrão, os politicos, o magnata, o playboy e o porteiro, são reais.
A diferença é que o dinheiro faz tudo parecer de mentirinha.
E aí? Sacou?
sábado, janeiro 23, 2010
M de Matrix
A vida é uma grande mentira? Ou uma grande verdade?
É parando pra pensar que a gente se pergunta, se somos alienados porque tudo é uma mentira contada sobre outra mentira e difundida por meio de comunicação totalmente autoritários e de um modo ou de outro responde por interesses de alguns grupos, marcas, empresas e etc. Se entrarmos na paranóica, porém sensata visão de que tudo o que consumimos de informação e além, no nosso dia-a-dia, desde o que estudamos nas escolas até o que comemos, são os produtos finais de uma grande "conspiração" social aonde mentimos para nós mesmos e para terceiros como donos de uma verdade contada sem contestamento. Ou seja tudo na vida não passa de uma mentira contada e assimilada, e mesmo que a gente desconfie a nossa resposta é sempre mentir denovo para esconder a primeira mentira. ( Parece até papo de louco! ) -Mas é verdade!
Verdade?
Então imagine a vida sendo uma grande verdade. Nós compramos e interagimos com as coisas da forma mais limpa e cristalina possível. Sim! A gente sabe de todo o trabalho "escravo" que grandes corporações utilizam para a produção de peças essenciais ao mercado capitalista. E a gente compra mesmo assim, talvez porque não vejamos o nosso vizinho fazendo isso. A distância produz um efeito de inocência. Nós sabemos e utilizamos o dinheiro sujo de várias formas, nós somos a favor de tudo o que a gente ouve que é errado. Alienação? Falta de poder? Medo?
Sendo assim somos ovelhas que sabem pensar, mas não agir. E talvez a verdade seja essa. Nós sabemos que tudo está errado, porém as coisas ainda funcionam como deveriam funcionar. Nossa evolução nos dá estrutura para que sejamos a favor do ditado: " Quem pode mais, chora menos! "
E quem pode, dita as regras "verdadeiras ou mentirosas" depende do ponto de vista, já que o jogo sempre é o mesmo. A diferença é quem abre e quem não abre os olhos.
-Wake up, Neo!
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