Primeiro de tudo: ISSO NÃO É MACHISMO! Se algum leitor tiver a percepção ou se sentir lesado feche a porta e saia, por favor! O papo aqui é sério sem coisa mesquinha desse tipo, o intelecto de todos agradece.
Por centenas de anos as mulheres são consideradas na nossa sociedade, no caso brasileiro especificamente devido a comparações que enriquecerão a discussão, o sexo frágil.
Primeiramente o que isso significa? Significa que nós homens somos o sexo dominante, o que possui toda responsabilidade civil de manutenção da segurança, bem estar e proteção do sexo oposto. Isso é declarado até em formas da lei classificando mulheres, idosos e crianças como vulneráveis. Em suma, somos dotados de força física superior e anos de evolução social com moldes patriarcais que ainda se estendem não só no Brasil como em toda civilização ocidental.
Pois bem, peço atenção a uma reflexão profunda das consequências que esse termo apresenta em relação aos costumes pré estabelecidos durante anos, não repetindo teses que olham a mulher sofre ou tem dificuldades para isso ou para aquilo, vamos além. Proponho a discussão de que a mulher na verdade, e sem nenhum deboche ou brincadeira é o sexo forte e o sexo frágil seria uma terceira denominação e digo porque.
Todos os homens sabem como devemos tratar uma mulher, aprendemos desde cedo cavalheirismo e outros costumes que nunca são justificados a não ser pela resposta: "Ela é mulher, oras!". Não digo nem por um momento sequer que devamos esquecê-los, mas questioná-los para avaliarmos suas consequências, não quando esquecidos pois já temos índices de violência contra a mulher e afins, mas quando realizados em efetivo na vida de um ser humano do sexo feminino.
Quais são, então, as consequências?
A mulher, vive com a concepção da fragilidade, o que nada impede sua postura de atitude, porém diante da sociedade ela será sempre frágil isso acarreta certo desgosto nas mais feministas. Por outro lado elas ganham e muito. São tratadas com esmero, não precisam a não ser que queiram se preocupar com coisas básicas já traçadas, como banheiros que são sempre mais limpos do que os do sexo dominante, a facilidade de serem aceitas em reuniões, festas e qualquer outra forma de relacionamento social. Podem tirar todo e qualquer proveito de insultos pois têm uma proteção natural que nenhum outro ser vivo possui. Tudo lindo sempre para elas que INCONSCIENTEMENTE sabem se aproveitar de tudo isso. Há obviamente aquelas que com inteligência emocional sabem de forma consciente manipular uma sociedade de costumes ao seu favor, e todo homem um dia conhece uma mulher assim.
Podemos sentar e passar dias analisando e numerando fatos reais que indicam essa superproteção que tem um objetivo efetivo de proteger contra abusos, porém que gera dificuldades imensas quando tratamos de preconceito no trabalho por exemplo, ou quando movimentos feministas pedem seja lá o que for na lei mas esquecem que o problema são os costumes mais simples, explico. Se agora evoluíssemos para um sociedade aonde mulheres não teriam facilidades e somente proteção estaríamos acredito eu construindo algo mais justo para as mesmas, já que sem esses mimos muitas mulheres inteligentes que hoje seguem por 'caminhos mais fáceis', seja do modo viver ou de pensar, iriam adiante da imagem conceitual de musa.
Acredito que devem acima de tudo sair da zona de conforto que se encontram, contrapondo a dogmática etiqueta social imposta. Seria uma forma eficaz porém dolorosa de finalmente acabar com o machismo e coisas do tipo. É simples, cavalheirismo é na verdade puro machismo, porque induz a uma dama o mérito momentâneo de um tratamento diferencial, de forma a acomodá-la a ser tratada assim, mas tais ações geram exclusão, estendendo-se devido ao psicológico para outras esferas além da etiqueta porque vivemos em uma sociedade que é movida por uma máquina chamada competição, seja profissional, social ou humana. Assim o machismo e o preconceito são deliberados pelas mesmas ações que os absolvem no pacto social. Capisce?
Qual o maior de todos os problemas?
Simples. As mulheres precisam se extinguir de todas suas regalias, pois elas atrapalham, e isso digo por experiência própria, o desenvolvimento intelectual, social e humano delas mesmas. Mulheres independentes são essas que conseguem superar não o mercado, as leis, o preconceito ou o marido, mas o pacto social que dá a elas todas os benefícios e que mais tarde as acorrentam. O mais interessante é que essas que se livram e se tornam independentes ainda recebem outro mérito, que é o de ter vencido o clichê sexo frágil e são tratadas com um prestígio muito maior do que qualquer homem que consiga o mesmo feito. Por isso elas são o sexo forte que possuem um leque de escolhas muito maior do que qualquer outro ser humano, quanto as que pretendem manter-se na situação atual, essas sim, podemos chamá-las de sexo frágil porque - nunca generalizando - são convalecentes a situação, consciente ou inconscientemente.
Por fim, meu decreto oficial à admiração desses seres tão lindos e perversos que são as mulheres, e meu sincero perdão pelo cavalheirismo motor e exacerbado que as vezes dedico a elas, acabando por ajudar na continuação daquilo que termino de compartilhar com todos(as) vocês!
Saudações Libertárias!