sábado, agosto 29, 2009

O que acontece?

Eu não faço bem o tipo que "sente e reconhece os seus medos" porém hoje, ou melhor agora pouco eu tive calafrios de pavor e horror. Eu odiei e senti o maior dos medos, o medo do tempo. Senti ao ver velhas fotos que sempre revirava mas nunca, nem por 1seg parei pra analisá-las, logo eu, o cara que se acha o mais detalhista pra essas coisas. É, talvez somente agora fosse ter tal significado olhá-las.
Senti um vazio preenchido por ações que me lembro bem vagamente, algumas palavras, aulas, sorrisos, e noites intermináveis. Senti falta de algumas pessoas, e principalmente dos seus respectivos abraços. Percebi que o mundo estava aos meus pés. E a angustia de não ter dito certas palavras que nunca pareceram certas ou bem colocadas mas que hoje, no dado momento, são tão simples e claras, porém pro meu próprio desgosto, as fotos não são máquinas do tempo e eu já não posso fazer nada. Como eu queria falar que amava, falar que um abraço era o que eu mais queria, como eu queria chorar de rir denovo e denovo, sentir medo e passar mais raiva ainda. Parece que por mais que eu tenha feito tudo, o tudo não foi nada, porque as fotos são frias e bobas, assim como o orgulho e a falta de paciência. E somente hoje eu posso analisá-las BEM melhor.

Então. Já que eu não posso mudar essas fotos bestas mas tão valiosas para mim agora, farei o seguinte:


-Má! Caraca, como você é foda, sempre te adorei você tem um rockstar preso em você! ahaha Que saudade da sua pessoa na minha vida! (tô escutando Fall at your feet, lembra?)

-Há! Sua desgraaaça! Seila, quanto eu menos falo sobre você, mais faz sentido.

-DND porraa!

-Tantas fotos que eu queria comentar, mas por educação e por privacidade nao irei.




Espero que todos tenham tido uma ótima noite de sono. Aonde os sonhos sejam infantis, cheios de vontade e espírito. Eu só posso dizer que nesse exato momento transbordo amor por todos os seres respirantes que pela minha vida passaram, e que as músicas nunca parem de tocar, as fotos nunca se rasguem, a gravidade nunca nos afete e que os nossos destinos se cruzem pelo menos uma vez, pelo menos uma última vez.



O que eu sou hoje é exatamente o que eu QUASE era ontem.




Obrigado.














"The finger of blame has turned upon itself
And I'm more than willing to offer myself
Do you want my presence or need my help
Who knows where that might lead
I fall at your feet"





Um comentário:

  1. Isso você escreveu em 2009... Já faz 3 anos. E lendo, me parece que foi ontem. Porque eu li isso no dia 29/08/09... e o meu coração hoje, apertou de novo, assim como há 3 anos.

    Eu não sei o que a gente foi, se a gente foi... eu não sei o pq vc surgiu na minha vida...e hoje eu me desespero mais ainda, procurando o porque de eu nao querer que vc saia dela.

    E lendo a parte do abraço, me enrolo entre os meus próprios braços, tentando lembrar da sensação de abraçar você....e quanto ao seu desejo de os nossos destinos se cruzem pelo menos uma última vez (se é que eu estou incluída nisso)...o meu desejo é o mesmo. Pra que eu pelo menos saiba me despedir de você. Porque viver assim, sem conseguir não lembrar da sua existência um dia se quer.... tá difícil!

    A verdade é que eu sinto tanto sua falta, que não permito deixar minha mente mostrar pro meu coração, que ele não te ama tanto assim. Tão absurdamente assim!!!!!

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