segunda-feira, junho 29, 2009

Un bello dia!

Segunda-feira!
O segundo dia da semana, que ao contrário do que possa parecer começa no domingo.
Segunda é um dia odiado mundialmente talvez por representar o final do final de semana, porém na minha longa vida de 2 décadas esse dia tem um valor especial, no que diz a acontecimentos felizes, surpresas e recomeços. É galera, eu adoro uma segunda-feira! É o melhor dia da semana sem dúvidas para mim, e hoje ela é mais especial ainda, não somente pelo motivo que eu tenho para comemorar mas pelos milhões de motivos que eu não tinha mas agora eu tenho para comemorar.
Uma ligação simples porém inesperada de um outro ser humano, semelhante em muitas coisas e diferente na essência que vive hoje do outro lado do mundo literalmente me fez o aniversariante mais feliz do globo azul. Eu estava com tanta saudade dessa amizade boa que nao muda NUNCA! Eu tava morrendo de sono porque afinal passam-se os anos mas esse meu velho costume de trocar o dia pela noite é mantido, porém ao final da conversa não consegui voltar ao meu sono, estava surpreso comigo mesmo de como a nossa amizade era verdadeira. Nem os quilometros de terra, água e ar que nos separam por 7 meses sem uma única palavra não virtual foram capazes de mudar os papos tão longos quanto a mesma distância mencionada.
É eu amo essa amizade. E não vivo sem!
Obrigado Há, por fazer parte de mais um ano na minha vida. Você já esteve em praticamente mais da metade da minha vida e espero que continue, quer dizer, eu sei que você vai continuar. Eu tive essa certeza hoje!

O céu está azul, os passarinhos cantam, rola um som nostálgico no pc, comidinha da vovó na mesa, mamãe já me deu beijinho e mandou tomar juízo, os brothers ligando pra saber se eu vou me alcoolizar hoje, ou seja, uma segunda-feira como qualquer outra, certo? Ao não ser pelo fato de eu ter percebido que eu tenho exatamente tudo o que eu preciso, hoje, para ser mais do que feliz de fato.

O que mais eu posso pedir?






Feliz com a felicidade! Feliz como nunca!







ps. porque guerreiros de fé nunca gelam...

sábado, junho 27, 2009

Moonwalk

O que eu direi não sou eu quem diz...

Eu odeio pessoas burras!
Tão burras que não percebem que são burras,
e por assim viverem continuam burras,
porque não se realizam com esse descrédito,
simplesmente são burras,
como uma porta,
o que é uma injustiça diga-se de passagem, já que a porta é a invenção de alguém que de nada tinha de burro.
A burrice é "humanal" e interfere nas decisões desses seres burros, que ao se encontrarem não conseguem nem ao menos apontar o defeito para o outro. Ridicularizando-se em papos supérficiais, sem nenhum conhecimento real ou científico, jogando meras palavras em conjunto para fora da boca. Parte do corpo essa que eles nunca entenderão realmente para que serve.

O Rei do Pop morre!
Barbaridade!!
Com toda certeza ele perseguiu criancinhas, quase derrubou o bebê da sacada e etc.
Porém essa é a vida de um "star" perdido dentro da sua própria genialidade, questão essa indiscutível convenhamos.
Amy Winehouse fez e ainda faz o mesmo, mas em vez de molestar crianças ela ingeri drogas, bebe tudo que for alcoolico e não comparece aos shows.
Essa é a beleza do mundo dos famosos minha gente! É o que nós "consumidores" dessa indústria fazemos com essas pobres almas únicas. Apesar de que a Amy já era uma 'rehab' antes e a fama só tornou isso um espetáculo público.
A questão é: Michael Joseph Jackson morreu aos seus 50 anos. E sempre será lembrado pela sua longa carreira que com certeza influenciou muitos músicos e artistas... e criancinhas. Todos sabemos ao procurar no google.com que os números que esse artista acumulou não foi brincadeira, então aqui vai a conclusão de 1milhão de reais: Michael Jackson é incontestável, e isso incomoda muita gente. A controvérsia fica por conta de nós mesmos.

A polêmica, e a vida...

The King! Obrigado e descanse em paz!





ps. moonwalk, quem nunca tentou?





terça-feira, junho 23, 2009

A Chuva de Granizo

Não serei Almodóvar,
nem Spike Lee.
Meu filme é cinematográficamente incoerente,
como chuva e girassol,
que quando a gente assopra, sobra, uva e sol.

"Olha que bonito, está chovendo granizo!"
"Que bom né?" - Diria o cachorro moribundo.
Porque até quando se está atolado na lama há espaço para o sarcasmo,
"Granito machucaria!" - Completa o pobre animal.
Um papelão voador passa então, chamando atenção para sua majestosa habilidade de voar, atrapalhado. Latidos seguem o logo atrás.
"Maldito cachorro vagabundo!" -Eu digo.
E nessa mesma hora eu faço a curva e paro minha lambreta, modelo novo, mas tão nostálgica que a viagem começa na hora de sentar, para o passado e quando me levanto, de volta pro presente. Hei de jurar que um dia desses, um pouco bêbado confesso, acreditei ter visto o futuro ao desembarcar em frente à casa de Dona Amelinha.
Tiro o capacete, entro no Café Dolores e peço um Capuccino completo mais canela e chantilly -dizem que faz bem pro baixo astral - Então me vejo nos olhos de uma outra garçonete, que por causa do maldito azar do acaso nao era a que me atendia. Não era bela, mas me empolguei, ela estava aparentemente transtornada e por algum motivo e isso me seduzia.
Não pude me conter, ao passar do meu lado lhe perguntei baixo o motivo de tal amargura no olhar.
Ela sem pestanejar, parecia feliz com a oportunidade de me falar que no caminho de sua casa até o Café Dolores, se machucara com um pedaço de granizo, o problema é que o pedaço era na verdade uma pedra: Isso mesmo quem diria, Granito! E ao chegar para ter com seus colegas de trabalho e seu chefe as saudações do inicio de mais um dia de trabalho, fizera a terrível colocação que por mais verdadeira que fosse se tornou motivo de chacota: -"Nossa gente, está chovendo granito!" Ora quanta inocência de sua parte achar que entenderiam realmente que por sorte, ou azar, uma pedra caíra sobre sua cabeça e que isso poderia acontecer a qualquer momento, dia e hora e com qualquer pessoa. Mas no fatídico dia chovia granizo no céu da cidade e a moça nao conseguia entender porque a maldita coincidência dos fatos foram tão fortes. Imaginava em sua mente as probabilidades. Primeiro uma pedra te atingir em cheio no crânio, já seria um notavel acontecimento, mas justamente a caminho do trabalho, num dia como aquele. Isso era impossível.
Logo parei de prestar atenção no que ela dizia, coitada, paguei e saí.
Lá fora o céu e a cidade ainda eram os mesmo, que pena!
Peguei meu capacete, subi na lambreta e segui meu rumo. No meio do caminho avistei novamente o cachorro e seu amigo de papel. Ao retornar minha visão para frente senti uma forte pancada na viseira, que me fez bambear e a tecnologia ultrapassada da minha fiel motocicleta me levou ao chão segundos depois.
Passado o susto averiguei que havia sido atingido da mesma maneira misteriosa que a garçonete.
-"Não pode ser! Agora ficou mais improvavél ainda essa história!"
E me imaginei tentando contar esse acumulo de acontecimentos para quem quer que fosse. Pareceria loucura. Enfim, retomei minha moto e fui em direção ao mecânico mais próximo, afinal ela estava velha demais pra sofrer tombos desse jeito e eu não queria correr o risco tanto de perdê-la como de cair novamente.
No mecânico, eu expliquei o que havia acontecido com a lambretinha, mas não tive coragem de falar sobre o que havia acontecido comigo. Pareceria loucura ou coisa pior ainda. Mas em todo caso, havia guardado a maldita pedra.
Ao terminar a explicação juntamente com uma boa história mentirosa e mais plausível, me utilizando de mulheres bonitas que desviaram minha atenção da pista e por isso o acidente, o mecânico imundo e barrigudo com um rosto engraçado começou a rir.
-"Mulher bonita? Aqui?"
-"É né pra voce ver como os tempos mudaram!" -retruquei rapidamente.
-"Ainda bem que foi isso! Já me vieram uns dez fregueses hoje reclamando de pedras caindo do céu!" -Terminando com um sorriso no rosto que eu devia ter levado mais a sério.
Eufórico e entusiasmado logo falei:
-"Caramba! Comigo a mesma coisa! Meu Deus então é essa a explicação! Está realmente chovendo granito hoje!"
O mecânico então se avermelha e quase nao respira de tanto rir. Eu havia caído direitinho.
-"Meu senhor, me desculpa, mas essa chuva é de granizo, todo mundo sabe desse trocadilho e eu nunca vi chuva de granito em toda minha vida!"
Eu me senti o melhor palhaço do mundo naquele momento, e tive compaixão pela garçonete.

Passaram-se alguns minutos ou horas. Estava pronta a lambreta e eu partiria novamente.
-"Ficou 20 pratas senhor! Só dei uns ajustes mas é bom ficar de olho!"
Paguei e agradeci meio sem graça ainda. Quando estava de saída o fanfarrão me para ao lado e me pergunta falando baixo:
-"E aí! Guardou a pedra?"
Achei que fosse outra investida na piada, mas antes que pudesse responder ele me tira cerca de uma dúzia de pedras semelhantes a minha. Fiquei indignado.
-"Se o senhor puder me dar, vai saber quando vai acontecer denovo né? E vai que isso tenha algum valor um dia né?"
Bravo que só eu entreguei a pedra e saí em disparada, realizei que o mecânico fizera aquilo com todos os seus fregueses que perdidos por conta do acaso inesperado tiveram o dia mais confuso de suas vidas, um verdadeiro 'dia de cão'. O problema é que nesse dia um nunca soube responder, se o mais bobo era o cachorro, eu ou o papelão.

Voltei ao Café Dolores, e exagerei na dose de canela e chantilly.

As Formas de Errar

Tento,
Não tento,
Tento, não errar o meu erro
é tentar nao errar denovo o erro
O erro denovo que eu tento nao errar
Porque senão o erro é tentar, denovo não!
E talvez por tentar no erro denovo não errar, tudo fica certo.


Será que hoje vai chover? Ou o seu vestido é preto?











sexta-feira, junho 19, 2009

Os Coelhos.

O ser humano é por natureza um ser que pensa.
Nesse vazio pensante baseamos nossa diferenciação na nossa suposta "razão".
Porém a nossa racionalidade é basicamente baseada em uma irracionalidade, que nos diz resumidamente que por nos estimarmos racionais, podemos então nos considerar racionais.
Ou seja, nossa "racionalidade" é apenas um fetiche cíclico de um animal com a maldição de pensar em si próprio como algo a mais, ou seja arrogância e medo, e não encontrar resposta para tal indagação. Ok. Partimos desse pré suposto para algo mais profundo e real.
Hoje, olhamos para trás nos anos e revelamos o despreparo que líderes, 'gênios', nações, companhias entre outras organizações tiveram em suas decisões. E garantimos que os erros não foram repassados adiante graças a quem? Isso mesmo, a nossa RACIONALIDADE que nos permite absorver as consequencias como advertencias futuras. Mas e qual é a razão que usamos para nos definir no tempo presente? Quem é o responsável em garantir que amanhã tudo o que fizermos não seja um enorme erro? Encontro uma resposta sólida e única: Ninguém. Ou seja novamente, somos traídos pela nossa tão gloriosa racionalidade!
Como somos ingênuos, de que vale essa tal 'dádiva' que nos diferencia dos outros animais se o homem e sua organização só pode ter real mudança no dia de amanhã? Somos meros fantoches vivendo em um mundo pior que só sabe maquiar racionalmente o passado e aprende a cada dia novas formas de vender, enganar, vigiar e o pior, de amar.
Ditaduras reinam ainda, sobre siglas de corporações militares como antigamente e agora também sobre siglas e nomes de Deuses corporativos. O mundo é uma corporação com hierarquia. Os anarquistas agora lutam por leis, os novos 'Ches' agora lutam ao lado da ditadura, porque ninguém sabe ao certo a que fim dará essa grande confusão que nós mesmos criamos. Os heróis são peças do controle sobre nossas vidas. Queremos liberdade, mas até ela de tão clichê já foi comprada a muito tempo. Ninguém mais é livre, nem o opressor, nem o oprimido. Somos uma pangéia de ações e reações. Os ricos ainda dominam, e os pobres ainda sonham em dominar. Mas até o domínio está descartado, porque ele não faz o menor sentido. TUDO ao seu redor é uma mentira, tudo ao seu redor é parte de um sonho que pode ser dividido, parcelado e até financiado, só para que voce se sinta fora da toca do coelho.
Eu ainda sonho, que algum animal 'irracional' seja livre de verdade.
Eu ainda sonho, que alguma coisa catastrófica aconteça para que lembremos quem é quem, e que não somos nada além de cada segundo que passa, em contagem regressiva para acabar. Simples tragédias sortudas por algum motivo evolutivo. Somos a experiência científica de nós mesmos, aquela que deu errado. Ou muito certo.

A razão não me engana. Eu sou irracional. E você?





A pílula azul, ou a vermelha?

terça-feira, junho 16, 2009

O Esbarro

A distancia,
o espaço vazio que cada um tenta completar,
de uma pessoa pra outra.
É tão dificil se acostumar,
vivemos fechados,
agarrados a nos mesmos,
e a mais ninguém.
Medo de falar,
de usar,
abusar,
de recomeçar.
E diante do desespero que essa solidão,
que tão mascarada é por nos mesmos,
temos subitamente a necessidade,
mais que desesperada,
de esbarrar em qualquer um que apareça.

Trazendo o bem, fazendo o mal.

Do errar, a consequencia,
do acertar, a recompensa.

O contato furioso de vidas normais, vazias,
aonde todos perdem, todos ganham.
E de quem menos se espera, o contrário provocado ao acaso,
é liberada a última gota de controvérsia,
não existe o bom e o mau.

Existe a consequencia.




segunda-feira, junho 08, 2009

Nobre Vagabundo

Olá "Usuários!"
Estão a partir deste momento, agora, convidados a mergulharem na vaga noção dos seres humanos para com sua própria (re)existência.

Sim, declara-se um vagabundo nato, treinado e vívido em suas 'atividades'. Sejamos nobres de sangue azul que vivem de renda inflacionária, como o caso da família real brasileira. Porquê não? Nos declaremos nobres de espírito, coração e respiração. Vamos destilar terceiras e até quartas intenções, como alguém já dizia.
Mergulhar de peito aberto, enquanto a tempestade passa lá fora. Sugar o olho do furacão com um simples bocejar. Maravilhar-se com a beleza daqueles olhos redondos, que dão até tontura ao contorná-los sempre à distância, sempre.
Medo? Fraqueza? Tristeza?
O que são? Talvez palavras usadas por aqueles que são fracos, medrosos e tristes.

Em caminhos incertos a certeza é mero acaso. Em dias nublados um raio de sol é mera coincidência.

Assine qualquer pecado, proteja qualquer desabrigado. Brigado ou não. Arremese o seu irmão caçula carinhosamente com as mãos o mais longe possível e espere o segundo seguinte para cair em gargalhadas. Juntos. Desarrume o cabelo da sua querida mamãe, desafie seu pai para uma competição de "Quem bebe mais qualquer coisa!"

E na hora incerta da certeza mais certa, no meio de um olhar, um sorriso ou de um pulo. Confie na sua postura 'vagal' de que você está exatamente aonde queria estar. Seja em Miami Beach, com sol, mulheres, música e bebida. Seja no esconde-esconde de anos atrás que dava vontade de fazer xixi sempre que estivesse escondido. Seja no amanhã de que tão preguiçoso e vagabundo nunca se atreveu a chegar adiantado. Sempre no mometo exato.

Multiplicando a felicidade: com um soco na boca, uma fantasia de vaca ou um beijo de borboletinha.







"Tenho a vida doida, encabeço o mundo. Sou 'canceriano' torto, vivo de amor profundo. Sou perecível ao tempo, vivo por um segundo. Perdoa meu amor, esse nobre vagabundo!"



Terráqueos em um pixel universal. Vagabundos da nobreza por opção.