quinta-feira, abril 16, 2009

Dois livros, Duas novidades.

Essa semana comprei 2 livros novos. Nao porque precisava de livros, mas porque precisava de novos. Comecei a ler Pablo Neruda - Confesso que vivi, um livro velho que um grande amigo me deu de aniversário ano passado e por simples descaso eu nao o havia lido. Porém o momento pedia coisas novas, entao porque nao começar com novos livros? Certo? Adicionei então um livro que me despertou interesse catastrófico a primeira vista: Os pontos de vista de um palhaço, de Heinrich Boll ed. Estação Liberdade. E como nao poderia faltar comprei também Mário Quintana - A preguiça como método de trabalho. E pela primeira vez, assumi a responsabilidade de ler os dois ao mesmo tempo. Tarefa dificil para uma pessoa detalhista. Mas é disso que eu estou precisando ultimamente: de desafios.
Estou revendo velhas fotos, e fico indagado com tantas questões otimistas sobre o passado. Vejo que tomei decisões corretíssimas a respeito da minha vida. E que, deixando toda a modéstia de lado, estou em um nível mais alto. Faltam muitas coisas para serem feitas, mas todas estão muito bem encaminhadas. O sucesso é a certeza agora.
Sinto falta dos meus amigos. Parece que eu nunca mais os vi. E se os vi, nao os reconheci. Tudo muda muito rápido e a solução que encontrei foi a de me retardar. Assim eu vejo com calma o mundo se acabando ao meu redor. Calma. Está aí uma palavra que eu nunca achei que fosse ser adjetivo para mim. É eu aprendi. E estou aprendendo muito mais. Parece que eu já vi esse filme antes, e por esse motivo eu sei como as coisas acabam, quais as melhores atitudes. Acho que essa é a regra e a dádiva da experiência.
Perdi a minha sensibilidade para com o mundo e as pessoas. Não vejo mais certas belezas, para mim tudo é fabricado, programado. E oque mais me entristece é que muitos continuam vivendo sem saber. E realmente nem precisam. Saber a verdade não é algo saboroso. Pensei em virar psicopata, mas eles são burros demais. Acho que vou continuar a minha historinha. E Encontrar alguém com quem valha realmente a pena compartilhar as coisas irreais. As coisas feias.
Hoje, eu nao preciso de mais ninguem!
Afinal assim como um jogo de Poker, por mais que se faça as escolhas certas, tudo pode mudar na ultima carta comunitária: o River! Ainda nao perdi o jogo, e não irei, nao sem uma boa briga de "tubarões"como nos chamavamos -bem na verdade eu era o "Nemo". Eu somente perdi uma mão que me parecia ganha. Não jogo por um prêmio, jogo por jogar, pelo teste, pelo desafio e talvez pela recompensa. Que costuma valer mais, muito mais, que o prêmio!

Hoje eu descobri quem eu sou. Um cara muito mais egoísta!






ps. O covarde não perdoa, isso é coisa para os fortes! -Quem perdoa nao sou eu, nao me dou esse luxo, na verdade eu pouco tenho a ver com isso. O perdão vem de cada covarde que se torna forte e então se sente perdoado. É simples.

Mais um dia no planeta destemperado.
Direto e Reto.

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