Há muitos e muitos anos atrás eu ouvi uma história, que fora contada de geração a geração, passada adiante pela simplicidade de sua essência.
Me disseram que pessoas de almas grandes esbarram-se umas nas outras, idependente da distância entre elas. Era uma história velha, nascida numa aldeia ao pé do Monte Fiji, contada mais ou menos assim...
Todo o ano, a aldeia se preparava para a jornada dos jovens aventureiros da paixão. Eram os jovens que afim de provar a validade e o tamanho de suas almas, saiam em direção ao topo da montanha sem olhar para trás. Serenos em emoção, sem medo na respiração.
Sabiam que a vida só seria permitida se o passado mesmo que pequeno fosse verdadeiro. Entao subiam sempre em frente deixando para trás suas mulheres.
A única parada que lhes era permitida ao meio do caminho, após dias de caminhada, definiria o seus destinos. Era um lugar espetacular, aonde era possivel ter a visão exata do tamanho da aldeia e de todo o vale. De lá o mundo inteiro era imenso e as vidas pequenas demais para ter algum valor. Porém o vento soprava com a responsabilidade de um Deus, e dependendo da forma como batia nas faces dos homens já exaustos, dava a certeza de que suas mulheres os amavam de forma a sentir suas almas próximas, quase que se empurrando, mesmo naquele lugar inóspito e distante. Assim e somente, podiam retornam a aldeia. Haviam sido abençoados. Já os menos afortunados de amores tais, continuavam sua caminhada sem destino ou retorno.
Na verdade tal história não existe e nunca existirá, mas as almas sim, essas se esbarram todos os dias. O que faz valer a pena? A simplicidade da distância ou a certeza da presença?
A certeza.
ps. e foi... A ironia dos textos, e da vida!
Plagiando Pablo Neruda descaradamente: -Confesso que vivi!
Bom dia mundo novo!
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